RUP em Waterfall?

Vagando pela Internet sei lá porque achei a descrição de uma fábrica de software:

A Empresa oferece a seus clientes o acesso a um processo de produção baseado no RUP (Rational Unified Process) que atenua as distâncias frequentemente causadas entre o requirement e o delivery. É um centro de competência em desenvolvimento de sistemas com padrão internacional (em processo de implementação de CMMi nível 2).

Esta infra-estrutura permite a Empresa atender clientes dos mais variados segmentos, desenvolvendo ou integrando projetos para diversos ambientes e plataformas. Colocam também a empresa numa posição de vanguarda no setor.

Baseada nos mais modernos processos metodológicos, o processo inicia-se com o estabelecimento junto ao cliente da melhor solução para os seus sistemas, por profissionais altamente qualificados. Em seguida a engenharia de sistemas desenha a solução de acordo com o ambiente tecnológico existente.

Por último, a produção do código se inicia à medida que a engenharia de sistemas vai sendo concluída. Este formato apresenta produtividade elevada para a reutilização de código através de bibliotecas de objetos e ainda permite ao cliente dispor de todo o processo, ou parte dele, conforme suas necessidades.

Os mais modernos processos são…waterfall? O RUP é iterativo ao extremo, uma empresa que diz que faz RUP e tem ‘fases de projeto, codificação, testes, etc. só está se contradizendo. Esse é o mal da atualidade em TI: pessoas que não tem sequer noção do que estão falando.

5 Responses to “RUP em Waterfall?”

  1. herval says:

    Em nenhum lugar eles falam que o processo tem soh uma iteracao. O RUP se baseia em producao de artefatos usados de input na fase seguinte, e fases bem definidas…
    Se eles nao sabem o que estao falando, voce interpretou o texto so pra ‘rantear’ em cima dos caras… :-P

  2. Bairos says:

    Craig Larman, em Agile & Iterative development, analisa 4 métodos iterativos. Um deles é o UP. Além disso, ele procura fundamentar bem as análises, com dados de pesquisas, projeto de sucesso e que falharam. Tem um FAQ no livro que é bastante valioso.

  3. pcalcado says:

    @Herval

    ‘o processo inicia-se com o estabelecimento junto ao cliente da melhor solução para os seus sistemas,’, “Por último, a produção do código se inicia à medida que a engenharia de sistemas vai sendo concluída.”. Isso é iteratividade? Onde?

    Eles sequer mencionam iteração e é muita boa vontade da sua parte acreditar que este texto tem o mínimo de tierativo.

    De qualquer modo, cuidado com sua interpretação das fases do RUP. RUP não trabalha em cascata. Fases são mais macro-agrupamentos de esforço em uma área específica, não há nada de ‘a codificação acontece na fase x’.

    @Bairos
    Este livro está na fila 9logo atrás do Prefactoring), eu realmente acho que o larman tem alguns problemas quando fala de design OO (muito foco em UP?) mas eu gosto bastante dos textos dele.

  4. Você não entende, o texto foi criado com um daqueles sistemas que embaralham palavras.

  5. Leandro Ribeiro says:

    Eu já vi isto. Uma empresa que aceitou uma licitação de desenvolvimento, no qual haviam termos desconhecidos pelos “analistas”. Consequencia disto foi uma multa pois tiveram muitos atrasos, quase perderam a licitação.
    Nos requirementos da licitação haviam duas palavras que os intrigavam CBD, e o uso de CORBA, que não era algo tão trivial (pelo pouco conhecimento da época) para uma empresa acustumada em desenvolver aplicativos CRUD em vb6.
    O que mais há de mais comum neste mundo TI são pessoas que dizem que sabem, que fazem, mas que no fim não sabem muito menos fazem e ainda não sabem a quem recorer. E nossa “área” de atuação vai levando apelidos e jargões.

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