Já que começamos o tema vamos prosseguir para o GNU/Linux no desktop. Minha opinião? Linux no desktop é para quem tem pelo menos tempo (e interesse) de saber minimamente como um computador funciona. É simples: se você é um programador (ou se diz um) e não saber utilizar um GNU/Linux como desktop você está no caminho errado da carreira. Vamos lá, o GNU/Linux não tem nada de novo em termos de sistema operacional. Se você estudou SO em algum lugar (faculdade, livro, cadeia, etc.) você consegue saber como um UNIX funciona, se você acha que “perdeu tempo” estudando S.O. saia desta carreira e deixe os profissionais assumirem.
Mas… minha mãe não. Minha mãe trabalha com projetos, ela não tem tempo nem interesse em aprender como um computador funciona. Durante alguns anos ela usou GNU/Linux alegremente, quando eu morava com ela e dividíamos o computador. Ela já usou diversas distribuições e nunca reclamou. Por que? Porque eu configurava todo o computador, saia no tapa com winmodems e parâmetros bizarros e quando ela usava a máquina ela estava funcionando. Isso explica porque GNU/Linux para desktops corporativos funciona bem: quem toma conta não é o usuário. Agora minha mãe mora sozinha, eu deixaria um GNU/Linux instalado lá? Se eu não tenho tempo de a administrar (ainda que remotamente) não.
E não, não é mérito do Windows, é vergonha do GNU/Linux. Exemplo? Pegue um usuário leigo, deixe ele usando Mac OS X e depois pelo mesmo tempo seu sabor favorito de Linux. Sabe qual ele vai preferir? Eu já fiz essa experiência e te digo: o Mac. As interfaces GNU/Linux, por mais que KDE e Gnome sejam ótimos, não estão prontas para o usuário comum. Neste instante alguém diz: ah, é porque a documentação é para Windows.
Vamos lá, minha mãe não lê o manual do DVD player dela para saber o que o botão XYZ do controle remoto faz, você acha que ela procura na Internet como resolver um problema? A coisa tem que ser intuitiva e como eu disse acima um sistema UNIX é extremamente intuitivo para quem tem a mínima noção de como funciona um SO, mas não o contrário. Minha mãe não consegue diferenciar a rede local da Internet, como ela conseguiria conectar um modem ADSL para dois computadores? E estamos falando de uma pessoa que lida diariamente com computadores diversos há uns bons quinze anos, tanto no trabalho quanto em casa, e já passou por todos os sabores de Windows e antes dele o DOS e OS/2.
Eu não entendo como alguém pode aceitar as limitações de um sistema Windows enquanto desenvolve software (tanto que mesmo quando programo em .Net uso o Mono), mas realmente não consigo conceber um usuário doméstico, sem administrador, usando GNU/Linux.
Fiz (ou tive) algumas experiências semelhantes às suas. Porém, minhas conclusões não foram rigorosamente as mesmas. Quanto aos profissionais, ótimo. Quanto aos absolutamente leigos (não sei em que grau sua mãe se encaixa), não vi o menor problema em relação ao linux (ubuntu no meu caso). Aliás, é tão diversa a realidade das pessoas que qualquer vã tentativa de generalização já nasce fracassada. Porém, vou arriscar dizer que o usuário padrão utilize GMail e cia além de uma suíte Office-like. Percebi que o pior não é falta do Windows mas a falta do Office (o BrOffice em algumas vezes é incompleto, em outras burocrático). Mas, se por algum motivo, o som parar de funcionar, a internet cair, o browser congelar, a impressora travar, o usuário vai implorar por ajuda seja no Windows, Linux, Mac, Forno de Microondas, TV, MP3 player ou mesmo no rádio-relógio.
“é vergonha do GNU/Linux”
Vergonha mesmo é vender esses modems “win” sem chip DSP, onde o fabricante tira o dele da reta fornecendo os drivers somente para Windows e se for usar no GNU/Linux, tem que ser feito engenharia reversa depois, quando tem alguém disposto e com tempo para fazer isso.
Eu tenho um Robotics antigão em casa de 28.8k que dá pau em qualidade e velocidade em muito 56k “win” vendido por aí. Pena que nem dá para usar mais pois é ISA. Para apontar uma vantagem dos “win”, lógico que são mais baratos, pois não tem o chip. Mas até aí o menor culpado na história é o GNU/Linux.
Foquei no lance do modem, mas tem algumas coisas que você falou que até no Windows (no Mac não sei pois nunca usei!) para um usuário mais leigo, é complicado. Duvida? Se não fosse complicado, não teríamos milhares de “assistências técnicas/suporte” ganhando MUITO dinheiro por aí. Pessoas que pagam para o “técnico” resolver problemas do computador, que sim, roda Windows. Talvez daqui uns tempos esse povo vai estar ganhando dinheiro configurando GNU/Linux também. ;-)
E vou te falar … o Ubuntu tá ficando fácil, MUITO fácil. Compensa dar uma olhada nele.
Eu uso Ubuntu, TaQ, no trabalho e em casa (Kubuntu, na verdade). O ponto é que minha mãe não paga suporte técnico e consegue resolver problemas básicos sozinha (ela mora em outra cidade, só a vejo uma vez por mês).
Num ambiente controlado como um escritório eu não vejo porque não usar GNU/Linux nas máquinas que não precisam de nda específico do Windows, mas para o usuário doméstico ainda está bem longe.
O Ubuntu está muito fácil, concordo, mas ainda não chegou ao nível de facilidade do Windows ou Mac OS X.
Partindo dessa frase . Se você estudou SO em algum lugar (faculdade, livro, cadeia, etc.) você consegue saber como um UNIX funciona
Uma frase engraçada e que nos remete a pensar.
Sou um “novo” usuário GNU/Linux, porém um velho conhecido do UNIX, e as bases dos Sistemas Operacionais. Então com minha “nova” casa - O linux - não estou tendo muita dificuldade, estou sim muito feliz, sempre vejo e aprendo algo com o GNU/Linux.
Agora já meu irmão, um usuário “comunzão”, xinga o Linux todo o dia,,, para ele o linux foi feito para quem não gosta de jogar videogame, para quem não tem nada feito em algum aplicativo do pacote Office.
Então a diferença entre um usuário comun e outro “curioso” (ascendente a avançado) e os conhecimentos da base histórica dos SOS.
PS: acho que apenas repeti o que Shoes disse em outras palavras.
Concordo em GÊNERO, NÚMERO e GRAU!! Usuário não deseja ou quer pensar, mesmo o usuário que tenha conhecimento, ele somente escolhe um SO, a partir do momento que ele lhe oferece menos chances de pensar em coisas que não lhe trazem beneficio algum. Resumindo, pra que sua mãe vai querer saber de winmodem, codecs, libs, dependência de pacotes, etc, se a concorrência não lhe exige tal conhecimento? Porque o fabricante não oferece suporte?! E daí, quem liga pra isso?
Ok, se a sua mãe resolve os problemas do Windows sem chamar o suporte técnico, ponto para ela! :-)
Ela se enquadra em uma categoria (rara) de usuários que sabem se virar bem no Windows, pois a grande maioria fica boiando mesmo lá. Não sei se a minha amostragem que foi (sempre) infeliz, mas as barbaridades que eu vejo direto e reto do “povão” que usa Windows é uma coisa assustadora, tanto em relação à drivers etc como ao uso do sistema. E quanto fazem alguma coisa então que para a máquina … a saída mais rápida é formatar tudo (nem me pergunta se fazem backup), a mais cara é chamar a assistência ou o sobrinho que “entende de computador”.
Para comparar alguns pontos, vamos pegar um caso comum, gravar CDs. No Ubuntu você insere uma mídia virgem ele te pergunta se quer gravar dados ou áudio, e já abre a “pastinha” para os arquivos serem arrastados dentro e logo após, clicar no botão de “Queimar”. Nesse caso, “pensar” nem foi preciso direito.
Lógico que é UM entre MUITOS pontos, daria para fazer uma Bíblia aqui discutindo sobre tudo (instalar programas se você tiver uma conexão rápida também é uma baba), mas há pontos positivos e vergonhosos, vá lá, em ambos os lados. Mas o fato é que o GNU/Linux não é mais o “patinho feio” de algum tempo atrás e se ainda não é adequado 100% para o “povão”, está chegando perto.
Não posso deixar de dar minha opnião. Sou usuário de Windows XP, Ubuntu e Mac OS X.
O Linux tem lá seus defeitos mesmo para um leigo, concordo. Mas também não é assim.
Instalando um XP ou Ubuntu, garanto que a instalação do ubuntu é mais fácil.
De fato no dia a dia o windows tem umas facilidades em relação ao Linux, mas quando chega na segurança eu fico na dúvida o que é melhor para um leigo.
Da mesma forma que no ambiente corporativo tem um cara pra deixar o ubuntu redondinho tem um cara pra ficar tirando os virus, trojans e tudo mais do windows. Agora quando chega em casa ao mesmo tempo que não tem o cara pra deixar o ubuntu redondo não tem o cara que vai tirar os vírus, os roubadores de senha, e todos esses problemas que conhecemos.
O que eu conhece de gente que já teve senha de banco roubada graças ao windows não é brincadeira.
“Vergonha mesmo é vender esses modems “win” sem chip DSP”
Especificamente no caso dos modems: é muito fácil dizer: “caro usuário comum, os fabricantes de seu modem são filhos do diabo, compre um hardmodem”. Engraçado, em vez de assumir essa posição retardada, o pessoal do Ubuntu está adicionando suporte a winmodens na próxima versão.
De modo geral, existe uma grande diferença entre os sistemas que raramente se denota. Atrás do Windows há uma EMPRESA, e do Linux, VOLUNTÁRIOS. O “gás” não é o mesmo.
O Linux precisa de um grande padrinho,como uma grande empresa que lucre com o Linux assim como a M$ com o Windows. Ou então, os próprios governos…
“se você é um programador (ou se diz um) e não saber utilizar um GNU/Linux como desktop você está no caminho errado da carreira”
Descordo totalmente. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ou talves não tenha entendido o que quiz dizer com “programador”. Já trabalhei em projetos de implantação de sistema em empresas de médio e grande porte. Quando c trabalha com um conceito de fabrica de software, a equipe de desenvolvedores não esta ali para revolucionar. Cada um deve fazer somente aquilo que foi especificado. Nem por isso deixam de ser bons programadores.
Não sou defensor de Windows… muito pelo contrário. Tenho um server CentOS 5 em casa e Ubuntu no meu note. No Desktop uso Windows mesmo. Dessa forma consigo extrair o melhor de cada um. Cada SO desempenha muito bem para o fim que é destinado. Não tem essa do melhor e do pior. Existem sim caracteristicas que devem ser analisadas e identificadas por um verdadeiro profissional de TI.
[ ]’s!
-l30-
l30, esse é o ponto exato. Se alguém não tem capacidade para aprender a utilizar um SO novo não é programador (pseudo-fábricas de software são empresas de 3 letrinhas: http://fragmental.com.br/blog/?p=359) e ainda que o trabalhod e um programador seja fazer a mesma coisa todo dia se ele é um reald esenvolvedor de software ele entende como a máquina (hw+sw) funciona, se não entende ele é um macaco digitador de código.
Renato, não sei se o seu exagero sobre “filhos do diabo” foi proposital ou sarcástico, mas não precisa chegar a tanto. Talvez alertar que o que ele está levando um modem que é uma porcaria se comparado à outros que havia antes e que descobriram como reduzir o preço aumentando a margem de lucro com porcaria. Já ajudaria e faria tantos (tanto em um sistema como em outro) pararem de xingar um pouco as conexões discadas, que afinal, ficaram piores com isso.
Apesar que infelizmente hoje em dia o usuário (talvez pelo aumento significativo de algumas décadas atrás) ficou menos exigente com detalhes e paradoxalmente mais exigente com qualidade, como alguém que compra um sapato de plástico e depois reclama que dá chulé.
E concordo com você: qualquer um que falar que um modem é filho do diabo deve ser um retardado, ainda bem que eu não falei isso. ;-)
É como eu disse acima: quando tem alguém disposto, com tempo, e oras bolas, dinheiro, como no caso do Ubuntu, para dar suporte aos winmodems, melhor. Mas eles continuam a ser bem piores do que os outros modems e dão mais trabalho. O que o GNU/Linux precisa para ter mais gente feliz com ele (afinal, 100% com qualquer sistema é um caso raro) é um pouco mais de tempo. Vai andando devagar, mas consistente.
Taq, eu mesmo se fosse um usuário comum, teria desistido do Ubuntu NA HORA e instalado um Windows Derreal Edition, porque quando eu entrei no IRC (usuários comuns SABEM o que é isso? rss…) pra falar sobre softmodems no canal brasileiro do Ubuntu, onde há apenas usuários, foi só essa a resposta que eu recebia. Ah, usuário burro, compre um hardmodem. PRR***, É ISSO?????
Ainda bem que sou profissional da área, e num é que eu consegui achar um driverzinho pro meu modem insignificante de país subdesenvolvido?
A verdade é que a própria comunidade Linux não tem interesse nenhum em ouvir os usuários, que pra ela são amebas, simplesmente porque não tem nada a ganhar com isso. O gás, como eu disse, não é o mesmo.
O problema da segurança realmente pesa, ajudei a instalar o Ubuntu na casa de um conhecido pq ele já não aguentava mais os worms, spyware do windows, além da “necessidade” de reinstalar a cada ano para voltar a ter a performance original. Eu que tive de insistir para continuar com um windows no hd, pois como seria sua primeira vez no linux, seria complicado não ter um win. em caso de necessidade. Bom, até o momento até q ele vai bem no ubuntu, acho q os caras estão indo no caminho certo no sentido de usabilidade. Eu que escolhi um ubuntu 64bits ainda sofro um bucadim…