Saindo da Praia

Desde que cheguei aqui na ThoughtWorks as coisas têm sido bem calmas. O primeiro dia eu fui recebido pelas pessoas e recebi meu infame MacBook Pro (eu pude escolher entre um Mac ou PC antes de vr pra Austrália, BAs pegam um MacBook comum, Devs pegam um MacBook Pro 2.2Ghz/2GB). Depois de ser resresentado ao Lotus Notes (essa porcaria que eu não usava desde 2005) eu fui para a beach.

main desk

Na ThoughtWorks, ‘beach’é quando você não está alocado em nenhum projeto. Você vai ao escritório todo dia com seu notebook e senta na “main desk”, uma graaaaaande mesa sem lugares marcados. O escritório possui tudo que você iria querer: coca-cola, sucos, frutas frescas, cereais, chocolates e doces em geral, água, café grátis (a TW tem um contrato com uma empresa tipo Starbucks), wii e… cerveja.

Na beach você faz basicamete o que quiser. A maioria das pessoas está sempre procurando sistemas para fazer e testar novos conhecimentos, a dupla Alex & Alex que costumam sentar próximos a mim arrumaram uns requisitos com a menina do RH para criar um sistema e treinar Rails. Um outro que é desenvolvedor .Net está fazendo um feed reader em GWT. Todo mundo conversa bastante e socializa, tem uma galera que, como eu, não era usuário de Mac e ficamos batendo a cabeça e chorando as pitangas juntos.

Durante meu tempo na beach eu aproveitei para brincar com o Antlr. No Fragmental.tw eu já falei uma vez que estou implementando um esquema de conectar DSLs via um barramento, eu tenho uma linguagem pronta e preciso das outras para continuar. Ainda não consigo fazer minha linguagem ser aceita pela gramática mas tá indo bem…

Outra coisa legal no escritório é que temos almoços corporativos. Serve para trazer pro escritório o pessoal que está alocado nos clientes pela cidade, ao contrário de consultorias que conheço por aí não é porque você está alocado que você não se relaciona mais com a TW, você simplesmnte é um TWer alocado. Esses almoços são dentro do escritório, aqui em Melbourne são terças e sextas. Hoje tivemos sushi.

E ontem houve também um dos eventos típicos: pelo menos uma vez por mês a TW fecha um bar ou pub e reúne todo mundo da empresa e alguns “clientes selecionados”(pessoas que trabalham nos clientes e possuem o espírito “cool”da TW).

Hoje foi meu último dia na beach, vou ser alocado em um projeto a partir de segunda. O legal é que o prédio do cliente é vizinho ao apartamento onde estou morando, literalmente à cinco minutos andando de casa.

9 Responses to “Saindo da Praia”

  1. Marcos Silva Pereira Says:

    Que mai que tu qué? :-P

    Massa esse esquema de beach principalmente pela confiança de saber que as pessoas são responsáveis o suficiente para não apenas encher a cara de cerveja.

    valeuz…

  2. Leandro Says:

    “você iria querer: coca-cola, sucos, frutas frescas, cereais, chocolates e doces em geral, água, café grátis (a TW tem um contrato com uma empresa tipo Starbucks), wii e… cerveja.”

    wii seria muito bom…
    Isso é que é lugar pra trabalhar…

  3. André Pinto Says:

    Felizmente não trabalho num lugar desses: iria engordar num passe de mágica :D
    Muito bacana essa filosofia, infelizmente não conheço nada semelhante… :(

  4. Tapajós Says:

    Pra que tratar os funcionários como crianças se quando você dá liberdade eles acabam sendo mais responsáveis. Acho que ninguém quer ser visto como inútil. Sem contar que tudo que é proibido é melhor ! :-)

    Você falou de várias coisas boas para comer, o que me leva a acreditar que não deva ter experimentado o Vegemite. Aquele negocio dá um post só para falar como é ruim !

    Um abraço

  5. Christiano Milfont Says:

    “… cerveja.”

    Óh céus, e ainda te pagam? :)

  6. Gustavo Flores Says:

    Deve ser realmente uma experiência fantástica tentar uma carreira no exterior.
    Você como brasileiro sofreu algum preconceito por parte da equipe de trabalho, por ser apenas mais um no país deles?

    Sorte no novo desafio!

  7. pcalcado Says:

    @Gustavo

    Não mesmo, Gustavo. Aqui na Austrália tem muitos estrangeiros então eles já estão acostumados a isso. Já ouvi relatos de brasileiros que sofreram algo do tipo mas nunca aconteceu comigo, e sinceramente acho que tenho uma boa resposta caso acontecesse.

    Já falando especificamente de TW não existe isso. O código da empresa é bem restrito sobre essas coisas mas ainda que não fosse (ou talvez por ser, não sei ao certo) dentro da empresa, em todos os escritórios, existem tantas pessoas de tantos lugares do mundo que simplesmente não é viável este tipo de preconceito ;)

  8. Eduardo Says:

    Sempre acompanho “posts & blogs” por ai e consequentemente acabo vendo seu nome em tudo qto é canto… rs =)

    Curiosidade… você é formado em que? Há quanto tempo trabalha com consultoria?

    Abraços e parabens pelo bom trabalho =)

  9. pcalcado Says:

    Oi, Eduardo,

    Eu larguei a faculdade umas duas vezes, não tenho formação acadêmica ‘formal’. Com consultoria em eral eu trabalho há 7 anos, intercalando trabalhos com empresas de produto.

    []s

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