Há uns 4 ou 5 anos eu faço parte do RioJUG (mesmo na Austrália ainda faço parte do grupo) e nos últimos anos viajei e conheci JUG e outros grupos de usuários no país todo.
Acho que existem três grandes padrões para grupos brasileiros. O primeiro é do estilo do RioJUG: uma apresentação à cada X dias com uma palestra. Pouca participação do público, pouco networking. No Rio ainda é mais complicado porque as reuniões vão até tarde e as pessoas mal tem tempo para o lanche no final.
Outro padrões é o de Dojo. Pessoas se reúnem e resolvem um problema com código, aprendendo sobre ferramentas e plataformas no caminho. Muito networking, muita participação mas geralmente o conteúdo só se espalha até todos terem um razoável conhecimento sobre ele,não existe a figura de uma pessoa que apresenta algo muito novo ou experimental. Além disso no Brasil temos poucos notebooks nas mãos das pessoas -apenas gerentes líderes e etc.- o que elitiza os frequentadores.
Outro tipo é quando as pessoa apenas se reúnem para conversar. A comunidade de Software Livre é especialista nisso e geralmente a conversa começa ou termina no bar.
Todos são legais. A comunidade Java brasileira cresceu muito basicamente com este tipo de divulgação. Mas eu, sinceramente, enchi o saco.
Hoje estou no escritório da ThoughtWorks em Melbourne, onde estou baseado. Temos aqui o encontro do grupo de usuários de Ruby de Melbourne, que é hospedado aqui no escritório (também teremos aqui o BarCamp Melbourne em Fevereiro). Este grupo tem uma estrutura de reunião bem interessante.
Começa com a eventual apresentação pelo coordenador, bem rápida. Depois, durante vinte minutos, pessoas conversam sobre coisas interessantes que viram, comentários rápidos e indicações de onde achar mais informação. Depois uma apresentação sobre um tema de meia hora. Um intervalo com pizza e refrigerante (oferecidos pela anfitriã) e nos trinta minutos restantes temos lightining talks, palestras muito rápidas -cinco à dez minutos- sobre coisas aleatórias no mundo Ruby/Rails. No fim vai todo mundo para o pub, como bons australianos. Como em Melbourne anoitece às 21h nessa época do ano a noite ainda nem começou.
A palestra principal foi sobre TreeTop mas falamos sobre Faker, benchmarks de servidores web, ImageMagik, a LnuxConf Melbourne que está rolando esses dias e dezenas de outras coisas. Não haviam espectadores, todos eram participantes.
Fazia muito tempo que não tinha uma noite nerd tão agradável.
“Fazia muito tempo que não tinha uma noite nerd tão agradável.”
Por java ser uma tecnologia mainstream ela atrai uma quantidade grande de pessoas que queiram ganhar dinheiro com ela, e não apenas nerds que gostam de tecnologia e acham divertido uma noite assim.
Acredito que isso é o que faz o grupo de Ruby que você participa ser mais interessante: tem mais pessoas interessadas na tecnologia, em si, ao invés de o que eu vou ter que aprender para me manter no emprego.
[],
AC
muito bom!
estou pensando em reunir a galera de ruby e rails no rio em reuniões assim agradáveis e pra cultivar muito mais o networking. às vezes fazendo algumas palestras mais formais, quando necessário.
bem, estou planejando algo. vamos ver no que vai dar.
@AC
Sim, mas duas coisas:
1) As reuniões em java sempre foram assim, mesmo no início
2) Isso faz pensar: vale a pena sair do trabalho e ir dar paletra para alguem que soh esta interessado em ter um curso sobre tecnoogia de graça?
[]s
oh , inveja..
Essa atitude deveria ser implantada em qualquer empresa prq promove troca de experiencias , confraternização e vinculos de amizades principalmente para funcionários novos.
http://picasaweb.google.com/cafecomtapioca/CafComTapiocaDeCoco
500 pessoas, banda de pop rock, confraternização depois com muita cerveja. :)