Brazilian Tour 2008: Falando em Agile, Domain-Driven Design

Outubro vai ser um mês bem interessante. Vou entregar um dos meus projetos mais importantes até agora (pelo menos é o que nossas previsões dizem) e vou passar 15 dias entre férias e eventos no Brasil.

O motivo principal é para realizar uma apresentação no Falando em Agile 2008, mais um evento da Caelum. As inscrições estão abertas e inscrevendo-se com antecedência você consegue desconto.

Minha palestra vai ser sobre um tema que venho desenvolvendo há algum tempo: como adoções ágeis que tinham tudo para dar certo afundam. Antes de entrar para a ThoughtWorks eu já tinha vivido esta situação pelo menos duas vezes, nestes nove meses trabalhando numa grande consultoria especializada eu já vi umas três. Todas tinham um grupo de sintomas bem parecidos o quais estou tentando estruturar. Não é lá muito fácil mas acho que o resultado tende a ser bom. Se você acha que Vovô viu a uva, a web somos nozes, arquitetura BOLOVO e amigos foram piadas infames e de mau-gosto mal podem esperar pela temática desta apresentação…

Uma das coisas mais interessantes sobre o FalandoEmAgile 2008 para mim vai ser a presença do Danilo Bardusco na grade. O Danilo foi meu gerente na Globo.com antes de assumir tudo-menos-webmedia, quando passei a responder diretamente ao Antônio Carlos. Naquele momento a empresa viva diversas histórias tristes com métodos baseados em Waterfall, micro-management e consultorias CMMI 5; apesar dele não acreditar que aquilo ia dar certo no início foi sua perseverança e abertura à inovação que possibilitou aquele trabalho inicial que hoje, graças ao trabalho de todos, é referencia. O grande defeito dele é aquela mania infeliz de usar Vi quando todo mundo sabe que emacs é o único editor de texto que deveria ser utilizado. Mas eu perdôo.

Como falei, são 15 dias no Brasil. Eu ainda não sei as datas do que vou fazer mas devo ter algumas outras apresentações de palestras no Rio (certamente no RioJUG) e em São Paulo.

Como eu já estava vindo para o Brasil, acabei fechando com a Caelum uma série de oficinas em Domain-Driven Design. A idéia é cobrir os principais aspectos desta filosofia de design de uma maneira descontraída mas substancial. O primeiro post que menciona Domain-Driven Design neste blog é de 2005, e foi importado do meu antigo blog no blogger.com. Nesta época quase ninguém havia ouvido falar do conceito. Hoje ainda é algo relativamente obscuro mas um pouco mais popular. Claro que com a popularidade vem os problemas. Muita gente no GUJ, em blogs e outros fóruns está simplesmente associando Domain-Driven Design com um bom design Orientado a Objetos, ou pior ainda: com qualquer design OO.

Ao contrario do recente mito popular, Domain-Driven Design não é “voltar para Orientação a Objetos”. Orientação a Objetos foi criada como uma maneira de gerenciar dependências e criar unidades coesas e atômicas de código, não necessariamente uma forma de modelar uma Camada de Negócios. O que Domain-Driven-Design traz de volta é a possibilidade de utilizar as vantagens da Orientação a Objetos para criamos um modelo que reflita o mundo real de maneira mais íntima. Você não precisa sequer de objetos para aplicar o coração de Domain-Driven Design, ou mesmo seus Patterns.

A parte do “substancial” que falei acima é exatamente esta: não misturar Orientação a Objetos com Domain-Driven Design e sim trabalhar a relação entre eles. A parte “descontraída” é na forma de passar este conhecimento. Após alguns anos ministrando treinamentos eu não tenho a fórmula ideal para passar este tipo de conteúdo (altamente abstrato e que requer conhecimento posterior) mas eu já aprendi por tentativa e erro diversas formas em que isso não dá certo –pelo menos não comigo. Duas delas são: aulas expositivas e laboratórios. Se você não entende porque aulas expositivas não servem para este tipo de coisa pense sobre todo o conteúdo que é quase que literalmente jogado em cima de alguém numa faculdade e quanto dele é entendido (e entender não é tirar 10 na prova). O problema de laboratórios é que sempre perde-se tempo com a máquina, ou a linguagem (este não é um workshop Java ou Ruby ou C#, é um workshop sobre objetos).

Eu não tenho as datas nem preços (já encheu o saco da Caelum hoje?) mas vamos ter sessões em outubro no Rio e São Paulo, a preços acessíveis.

12 Responses to “Brazilian Tour 2008: Falando em Agile, Domain-Driven Design”

  1. [...] Fragmental Software e Batatas « Brazilian Tour 2008: Falando em Agile, Domain-Driven Design [...]

  2. Leandro says:

    Puxa, que legal. Já havia trocado uma ou duas palavras com você sobre esse assunto no Falando em Java 2008. Queria falar um pouco mais. Acho que essa oficina vai ser legal.

    Até lá!

  3. Traz um canguru pra mim! Com fritas!

  4. Joia!!!

    Vou estar lá!!! :)

  5. l30 says:

    Emacs não é editor de texto. É praticamente um SO! :)
    E tb não acho que todo mundo deveria usá-lo. Minha vó não se daria bem com ele…

    Mas numa coisa concordo com vc.. usar Vi é zuado!

    []’s

  6. l30 says:

    Po.. Acabei de zuar o Vi e achei isso [url=http://orestis.gr/en/blog/2008/08/31/announcing-pysmell/]aqui[/url].

    Me senti na obrigação de vir retirar o que disse!

    Mil perdões a comunidade VIM! :)

  7. Rafael Ribeiro says:

    E ai Phillip, presença confirmada no RJ!

    []’s

  8. Ola Phillip!
    Parabens pelo blog! Sempre estou acessando para verificar novidades relacionadas a Scrum.
    Faço o curso de Sistemas de Informação e estou na reta final para concluir meu trabalho de fim de curso. Preciso de algo relacionado a “Scrum na web”, mas esta complicado de encontrar… vc tem algo relacionado a este assunto?
    Desde já agradeço
    Abraços

  9. [...] sobre métodos ágeis. Organizado pela Caelum, contará com palestras de Guilherme Chapiewski, Phillip Calçado, Antônio Carlos Silveira e Danilo Bardusco, entre [...]

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