Archive for the ‘beyondjava’ Category

Inovação: Construa e Eles Virão

Tuesday, June 1st, 2010

Inovar é preciso, e você sabe disto. Todos aqueles livros sobre a Cabeça do Pai Rico que Mexeu no Queijo do Segredo da Arte da Guerra foram bem claros: inove ou morra.

Mas como se faz isso em um ambiente corporativo? Sinceramente, não é muito difícil. A coisa mais importante é ter as pessoas ideais. Existem pessoas que trabalham de nove às cinco, e não existe problema nenhum em fazê-lo. Eu, entretanto, prefiro trabalhar com gente apaixonada pelo que faz. Gente apaixonada têm o privilégio de ter como hobby sua própria profissão. Dado este tipo de gente, basta você criar a oportunidade.

A minha experiência neste tipo de cenário começou com o que aprendi com o Antônio Carlos Silveira, que é meu grande mentor em anti-corporativismo. Quando trabalhávamos na Globo.com, a vida era uma eterna disputa entre dançar a dança tentando não cair no corporativismo das requisições de mudança, Jiras e PMAs. Das lições mais importantes que aprendi com o Toninho, uma das que mais ficou pode ser resumida em: você pode ter vestir uniforme de marinheiro mas ainda é um pirata.

E nós tentamos várias coisas, e falhamos miseravelmente em quase todas. Como exemplo, nosso time iniciou um projeto piloto para copiar os (míticos) 20% livre do Google. Sexta-feira a tarde os desenvolvedores eram livres para fazer o que quiser, seus projetos pessoais. Essa foi uma iniciativa capitaneada pelo Danilo Bardusco que, antes de ser promovido à gerente do lojinha fazia parte da finada equipe de Webmedia da Globo.com, certamente o melhor time com que já trabalhei na vida e cuja maioria dos membros são grandes amigos até hoje.

Todas as idéias que surgiram nestes projetos falharam de uma maneira ou de outra. A maioria não foi para frente por motivos técnicos/motivacionais (i.e. fogo-de-palha) e alguns chegaram a ter implementações completas mas não foram pro ar porque o pessoal de negócios não achou a idéia atraente.

Fracasso? Perda de tempo? Muito pelo contrario. O clima na equipe mudou de uma maneira tão brusca que parecia outra empresa. Quando entrei na Globo.com, em 2006, a Webmedia era, basicamente um departamento de uma grande empresa. Entravam requisitos e saia código. Após esta e muitas outras iniciativas como a adoção oficial de métodos ágeis –é bom notar que nós, na Webmedia, nunca fizemos Scrum de fato. E eu me orgulho muito disso.— o clima mudou completamente. A equipe passou a ter um clima muito diferente, bem mais próxima de uma startup do que de uma empresa de três letras. A coisa foi tão bem sucedida que o que você vê de Globo.com é uma tentativa de espalhar esta cultura.

Nos últimos dias eu tenho experimentado uma proposta parecida. Aqui na ThoughtWorks nós temos o eterno problema de tentar conciliar crescimento com qualidade e inovação. Como fazer para estimular pessoas que já trabalham em projetos para clientes para que não percam a motivação?

Algumas mentes tiveram uma ótima idéia: um concurso. Todos os ThoughtWorkers da Austrália são convidados a formar grupos e desenvolver uma aplicação para o iPad. O grupo vencedor leva dois iPads.

Parece algo bobo, mas será? Um iPad em Sydney custa por volta de AUD$1.000.00. Com descontos corporativos e uma série de benefícios fiscais que o governo fornece você consegue comprar o modelo mais caro por uns AUD$700.00. A maioria dos meus colegas ou já comprou um iPad ou está esperando a segunda geração, ninguém está contando com o prêmio em si. Por que as pessoas entrariam na competição?

Porque é divertido. Lembra de como eu falei que as pessoas que eu gosto de trabalhar misturam trabalho e diversão? Pois é. A foto abaixo mostra o Fábio Lessa e o Ben Barnard num domingo em pleno escritório:

O que é necessário para que este tipo de comportamento aconteça? Do mais importante nós já falamos: pessoas interessadas. A segunda coisa é suporte material. No caso do Fábio e do Ben, a empresa oferece algumas coisas que motivam alguém a ir para o escritório no Domingo aprender uma nova tecnologia:

  1. Um computador decente para cada empregado, neste caso um MacBook Pro trocado há cada dois anos
  2. Chave do escritório para todos os consultores, com acesso ilimitado e sem que seja feitas perguntas sobre “o que diabos você estava fazendo aqui?”
  3. Geladeira cheia de guloseimas, refrigerante, suco, cerveja e demais coisas que fazem mal
  4. Uso de cartão corporativo para pagar coisas como contas no Github, livros e downloads de screencasts
  5. Acesso corporativo às ferramentas necessárias (neste caso uma conta corporativa no iPhone Developer Program)

Mas por que a empresa oferece isso? Porque é boazinha e quer que todo mundo seja feliz? Não exatamente. A ThoughtWorks é uma consultoria, nós fazemos questão de nos diferenciarmos de outras empresas do ramo pela nossa qualidade. O concurso do qual estou falando vai ser decidido por uma banca de juízes. Nesta banca estão as pessoas de vendas da empresa.

A idéia não é apenas que um bando de desenvolvedores se junte e gaste alguns domingos bebendo cerveja de graça e esmurrando o teclado; a idéia é que criemos algo útil. Os times são estimulados a tentar focar em um dos nossos atuais clientes, pensar em um produto que possa ser interessante para os problemas que estes possuem.

A realidade Australiana é, certamente, bem diferente da Brasileira mas isso não quer dizer que algo do tipo não seja viável. Substitua iPads por HTML5 e você tem um programa muito parecido e com custo bem baixo, por exemplo.

E, como no caso da Globo.com, ainda que nada saia destes projetinhos seu papel já foi cumprido. Nós queremos que nossos consultores se interessem cada vez mais por tecnologia. Nós queremos que nossos clientes entendam que somos especialistas em tecnologia.

Nós queremos inovar. Sempre.

Refletindo sobre Tendências

Friday, July 10th, 2009

Recentemente muita gente tem me procurado nos instant messengers da vida para perguntar sobre tendências. Existe uma idéia no Brasil de que quem está de for a “traz as novidades”. Isso podia ser verdade antes da Internet mas agora as coisas se espalham com tanta velocidade que em muitos aspectos o Brasil está muito na frente da Austrália.

Mas existe o outro lado que é o trabalho na ThoughtWorks. Os projetos que nós enfrentamos geralmente começam da mesma maneira que os que qualquer consultoria, de três letrinhas ou três pessoas, enfrenta. O diferencial que faz ser um lugar interessante para se trabalhar é o que acontece durante o projeto.

O que segue neste post é uma amarrado de impressões pessoais sobre os últimos doze meses, tanto sobre a Austrália quanto o que sei de outros escritórios. Se ele não for coeso ou fácil de ler eu peço desculpas mas encare como um braindump.

Os projetos para bancos e empresas do mercado financeiro em geral continuam bem parecidos. Em 2007 houve uma euforia em torno da bolha econômica e muitos projetos megalomaníacos –e, por conseqüência, extremamente interessantes do ponto de vista técnico- apareceram mas a crise os tirou do baralho nos tempos recentes. Os bancos estão gastando menos e buscando fazer mais dinheiro reutilizando a estrutura existente. A maioria dos projetos que eu tenho conhecimento dentro de bancos é para estender uma determinada oferta para novos clientes ou é para migrar de uma plataforma legada para algo menos dispendioso.

O interessante sobre o “legado dispendioso”, dentro e fora de bancos, é que muitas vezes ele se trata de coisinhas como WebSphere, Aqualogic, Biztalk, Tibco e produtos parecidos. Apos gastar rios de dinheiro implantando estes e não ver nenhum centavo de retorno real muitos dos grandes estão migrando para plataformas mais eficientes, quase sempre baseadas em software livre. Hoje em dia são comuns projetos de migração de Websphere para Jetty ou de BizTalk para serviços RESTful usando IIS, JSON e ASP.Net MVC, por exemplo.

Na parte de aplicações para Internet, onde geralmente eu me envolvo mais, as coisas também têm mudado bastante. Basicamente os projetos têm se dividido em startups e legado. As startups aparecem com um problema e algum montante de dinheiro. A plataforma mais utilizada para atender estes cenários é Ruby on Rails, geralmente fazendo deployment em algum serviço de Cloud Computing.

Cloud Computing é um tópico extremamente relevante tanto para ThoughtWorks quanto nos nossos clientes. Uma das coisas interessantes que fizemos no início do ano foi trabalhar junto com o Google no lançamento da AppEngine em Java (e outras linguagens).

As empresas com legado de Internet são sempre interessantes. Geralmente elas são algum grande prestador de serviço na área de mídia e possuem um ou mais websites antigos que têm aquela arquitetura manjada de rodar em um Weblogic ou Tomcat com um Apache de front-end. O problema é que hoje em dia o numero de usuários é muito superior e a velocidade com que funcionalidades têm que ser adicionadas e alteradas é muito maior. Após entender que os Googles e Facebooks da vida não usam Java EE e não pagam licença para a IBM as empresas estão desesperadas para atingir o mesmo nível de eficiência.

O que temos feito nesta área é utilizar a já citada Cloud Computing para realizar tarefas que não precisam ser executadas dentro do firewall (de crawling até rodar teste de carga), refatorar aplicações grandes para atingir escalabilidade horizontal e simplificar processos de deployment e gerenciamento de recursos.

Na área mais de programação em si as coisas não têm sido lá muito excitantes. As plataformas em específico não têm nenhuma novidade marcante mas a programação poliglota é uma realidade. Até hoje todos os projetos que tive alguma participação dentro da ThoughtWorks utilizavam mais de uma linguagem de programação (já descontando Bash e JavaScript).

Uma surpresa agradável foi a que tive no meu projeto atual, em que voltei a programar em .Net após 3 anos afastado. A maioria das coisas que eu realmente não gostava sobre C# e seu ecossistema foram removidos (exceto Windows e Visual Studio, duas peças que eu considero de qualidade inferior). A Microsoft continua enfiando frameworks e ferramentas terríveis pela guela dos seus clientes (MSBuild? TFS? WCF? WTF?!?) mas no geral as coisas estão bem melhores.

Em termos de livros sobre programação eu tenho me focado quase que exclusivamente nos conceitos presentes em linguagens e paradigmas de programação. Esta é a lista de livros relacionados que eu li desde que cheguei aqui:



Esta é a fila dos que faltam:


(fora os que ainda estão no meu carrinho de compras na Amazon. Livro na Austrália é ridiculamente caro)

Na parte de gerenciamento de projetos e metodologias as coisas estão engraçadas. Tem horas que a euforia anima, tem hora que dá náusea. Eu acho que o Bellware resumiu muito bem:

early agile adopters were looking for a way to do things better. later adopters are just trying to do agile, thus the failures

Eu vim para a ThoughtWorks para ver como é que quem introduz métodos ágeis há anos trabalha. Nos últimos meses eu trabalhei com pessoas que fazem isto há mais de dez anos e em empresas que adotaram agile antes de eu saber que ele existia. O que eu aprendi neste período inicial é exatamente o descrito acima: quando seu objetivo é ser ágil você falha, quando seu objetivo é sempre melhorar você tem chances de sucesso.

Todos os projetos que participei foram bem sucedidos? Depende de para quem você pergunta. Mesmo os clientes mais difíceis que tive acabaram ficando satisfeitos no final mas muitos projetos que participei (e o número de projetos é bem maior que o número de clientes) foram executados de uma maneira que o time não ficou satisfeito. Eu acho que neste caso é perspectiva. Como a maioria dos projetos são um fracasso colossal basta ter algum nível de sucesso que o projeto vira referência. O time, em compensação, tem um critério de sucesso muito mais alto e não considera o projeto como bem-sucedido.

É claro que no fim das contas o que vale mais é a opinião do cliente –tanto porque o problema dele foi solucionado bem como porque é ele quem paga a conta no final- mas eu já vi diversos problemas decorrentes deste tipo de coisa. De builds que começaram em 10 minutos e terminaram em duas horas de duração até um time que perde 50% do seu tempo corrigindo defeitos por falta de uma suíte de testes decente. Os problemas podem não ser grandes para aquele projeto em específico mas não prestar atenção há eles é mortal em médio prazo.

Minha conclusão é que a indústria está num estado melhor do que há alguns anos atrás. Tecnicamente estamos entrando em uma espécie de renascimento e isso promete render muito material para posts aqui. Em termos de gerencia de projetos e processos as pessoas estão finalmente se convencendo que tudo tem limite, até ineficiência.

Mingle Day - Rio e São Paulo

Tuesday, June 23rd, 2009

Como este blog já anunciou este ano será cheio de eventos da ThoughtWorks no Brasil.

Uma coisa a se notar sobre a ThoughtWorks é que somos uma empresa de consultoria mas com uma divisão de produtos. Como a eventual vinda da ThoughtWorks para o Brasil significa a vinda das duas partes é bom que também apresentemos ao mercado brasileiro os softwares que produzimos.

O software mais popular da suite é o Mingle, um sistema de gerenciamento de projetos com muitas características interessantes. Ele foi construído baseado na experiência da empresa prestando consultoria, entende bem que cada processo é diferente e que modelos engessados não funcionam bem. Também possui uma interface rica que aliada com alguns recursos de hardware se torna uma ferramenta extremamente útil quando um Kanban eletrônico é necessário. Por fim é provavelmente o mais famoso caso de uso do JRuby on Rails -o Mingle usa componentes escritos em Java aliados aos recursos do Rails.

Se você quer conhecer mais sobre o produto tem duas oportunidades. Abaixo os convites.

Rio de Janeiro

Hi,

ThoughtWorks is sponsoring Agile Brazil 2009, the first major conference on Agile methodologies to be held in Rio de Janeiro, Brazil. In this extensive, one-day event, various practitioners and speakers will conduct sessions on a range of well-known Agile methodologies and practices such as Lean, Scrum, XP, User Stories, Continuous Integration, Release management and Test Driven Development.

Date and Venue:
June 27, 2009, 8:30am - 6:00pm.
Salao A (Padre Anchieta hall)
PUC-Rio, Gavea, Rio de Janeiro, Brazil.
Registration Information
Registration: R$ 200,00.
Register for Agile Brazil 2009

Mingle User Group Meeting in Rio de Janeiro

We have organized a free follow-on event for agile enthusiasts. We invite you to the Rio Mingle User Group (MUG) Meeting, an exclusive meet for Mingle users in Brazil, to discuss and share their experience with Mingle. Adam Monago, our product expert along with other Agile experts will take you through Mingle and its features and provide you tips and tricks on how to better use Mingle for project management and collaboration. After the talk you can interact with the attendees over food and drinks.

Date: 1- July-2009
Time: 17:30 - 19:00
Venue: PUC-Rio, Rua Marques de Sao Vicente 225 - Predio Padre Leonel Franca - 13 andar - Gavea, Rio de Janeiro, Brazil

To confirm your participation for the Mingle User Group, simply reply to this email: Studios-Brazil@thoughtworks.com?

Regards,
ThoughtWorks Studios
Studios-Brazil@thoughtworks.com

São Paulo

A Aspercom e a ThoughtWorks convidam você para o Encontro Agile / Mingle User Group Meeting. Este será um evento gratuito em São Paulo com mini-palestras, discussões e muito bate-papo.

Data: 30 de junho de 2009 às 19:00hs / Local: Av. Paulista

Facilitadores:
Paulo Caroli, Adam Monago (ThoughtWorks)
Rodrigo Yoshima, José Paulo Papo

Mingle User Group Meeting

O encontro do Mingle User Group (MUG) do Brasil é uma oportunidade para conhecer, discutir e compartilhar experiências com o Mingle. Adam Monago, um especialista no produto juntamente com outros Agilistas experientes, demonstrarão o Mingle provendo dicas e truques em como usar o produto para gerenciamento de projetos e colaboração.

Local, agenda, inscrições e outras informações acesse: http://blog.aspercom.com.br/2009/06/22/evento-agile-mingle/

Rodrigo Yoshima
ASPERCOM

Paulo Caroli
ThoughtWorks

Falando em Java 2009

Saturday, March 14th, 2009

Tem um tempinho a Caelum anunciou a terceira edição do Falando em Java, que definitivamente para mim é o melhor evento nacional sobre o tema desde o ConexãoJava.

Pelo que eu entendi será realizado no mesmo espaço que o Falando em Agile, um excelente centro de convenções com restaurantes próximos (especialmente se você gosta de sushi) e bema cessível mesmo para os que, como eu, não conhecem a cidade de São Paulo.

Em 2007 eu tive o prazer de apresentar na primeira edição do evento, com a infame “A Web 2.0 somos Nozes”:

Infelizmente este ano não vou poder participar. Apesar da minha mudança recente para Sydney estou trabalhando num projeto em melbourne (sim, eu vôo segunda de manhã para Melbourne e volto sexta de noite para Sydney, toda semana!) e por enquanto não posso ter planos de viajar em médio prazo.

Interessante que olhando agora a apresentação do FeJ2007 eu vejo que mais uma vez eu estou trabalhando numa grande empresa de mídia tradicional tentando fazê-los entender o que é Web 2.0 e como não ficar atrás. Estamos construindo um agregador de blogs utilizando coisa bem legais como Atom Publishing Protocol e microformatos, além de novamente uma estrutura de widgets.

Mas voltando ao evento, pela bagatela de R$ 95,00 você não vai perder essa, vai?

Ruby é JavaScript ao Avesso

Thursday, June 12th, 2008

O titulo é uma brincadeira mas é uma boa forma de lembrar algumas coisinhas sobre programação nestas linguagens. Cada vez mais lidamos no dia-a-dia com conceitos que estão presentes há décadas em linguagens mais esotéricas mas nunca deram as caras no mainstream, um deles é o uso de funções como abstração. Existe um conflito de termos aqui então só para deixar claro eu não estou falando de funções como em programação procedural mas sim de funções como vemos em closures.

Muita gente tem escrito sobre como devemos aprender programação funcional. Eu concordo mas não posso deixar de notar que quando alguém diz programação funcional geralmente ela quer dizer Higher-Order Functions.

E o que é isso? Bom, uma linguagem possui higher-order quando uma função pode receber como parâmetro outra função. O nome deriva do fato de que uma função que recebe outra é considerada de ordem 1, uma função que recebe outra que recebe outra é considerado 3 e assim em diante.

JavaScript possui higher-order programming. Funções são a abstração principal em javaScript e elas podem ser passadas à vontade pelo programa. Por exemplo, vamos supor que queremos comparar dois objetos de acordo com um critério arbitrário. Em JavaScript podemos fazer algo assim:

function melhorEntre(um, outro, criterio){
  if(criterio(um, outro)){
    return um;
  }
  else {
    return outro;
  }
}

sorvete1 = {sabor: 'morango'};
sorvete2 = {sabor: 'chocolate'};

prefiroChocolate = (function (s1, s2){
                                   return (s1.sabor === 'chocolate');
                            });

prefiroMorango = (function (s1, s2){
                                  return (s1.sabor === 'morango');
                            });

alert(melhorEntre(sorvete1, sorvete2, prefiroMorango).sabor);
alert(melhorEntre(sorvete1, sorvete2, prefiroChocolate).sabor);

Em Ruby o código ficaria um pouco diferente:

def melhor_entre(um, outro, criterio)
    if criterio.call(um, outro)
        um
    else
        outro
    end
end

sorvete_1 = { :sabor => 'chocolate' }
sorvete_2 = { :sabor => 'morango' }

prefiro_chocolate = lambda {|s1,s2| s1[:sabor] == 'chocolate'}
prefiro_morango = lambda {|s1,s2| s1[:sabor] == 'morango'}

puts melhor_entre(sorvete_1, sorvete_2, prefiro_morango)[:sabor]
puts melhor_entre(sorvete_1, sorvete_2, prefiro_chocolate)[:sabor]

Agora vamos pensar: as duas linguagens possuem higher-order programming? Não, só JavaScript possui. Em Ruby o que é passado não é uma função e sim um objeto, veja só:

prefiro_chocolate = lambda {|s1,s2| s1[:sabor] == 'chocolate'}
puts prefiro_chocolate
#=> #<Proc:0x00028a64@tmp/compara.rb:19>
puts prefiro_chocolate.class
#=> Proc

O principal divergente da solução em Ruby é que você deve passar a mensagem call para o objeto (ou usar a palavra-chave yield). Na pratica do dia-a-dia não tem tanta diferença e é comum falar em higher-order Ruby.

Em Ruby não precisamos de funções de verdade para termos higher-order programming, podemos usar objetos para modelar as funções. Em JavaScript não temos construções especiais para objetos, mas utilizamos funções:

function Sorveteiro(){
  this.numeroDeVendidos = 0;
  this.vender = function(){this.numeroDeVendidos++;};
};

s = new Sorveteiro();
alert(s.numeroDeVendidos);
s.vender();
alert(s.numeroDeVendidos);
s.vender();
s.vender();
alert(s.numeroDeVendidos);

Alguém me disse essa semana que uma das grandes vantaens em aprender higher-order programming (a pessoa falou em programação funcional mas não é bem isso que ela quis dizer) é que com ela você simula objetos mas o contrario não é verdade. Bom, não é assim. Nada impede de você ter higher-order programming em uma linguagem Orientada a Objetos (JavaScript é Orientada a Objetos!) e com objetos você pode facilmente modelar higher-order programming.

E qual a diferença disso tudo para programação funcional? Bom, programação funcional usa higher-order programming, mas não é isso que define uma linguagem funcional (JavaScript não é funcional).

Em 1984, John Hughes publicou um paper chamado “Why Functional Programming Matters”. Este paper é, até hoje, uma das obras mais importantes para o paradigma. Nele o autor descreve:

The special characteristics and advantages of functional programming are often summed up more or less as follows. Functional programs contain no assignment statements, so variables, once given a value, never change. More generally, functional programs contain no side-effects at all. A function call can have no effect other than to compute its result. This eliminates a ma jor source of bugs, and also makes the order of execution irrelevant - since no side-efect can change the value of an expression, it can be evaluated at any time. This relieves the programmer of the burden of prescribing the flow of control. Since expressions can be evaluated at any time, one can freely replace variables by their values and vice versa - that is, programs are “referentially transparent”. This freedom helps make functional programs more tractable mathematically than their conventional counterparts.

Erik Meijer apresentou uma palestra no JAOO chamada “Why Functional Programming (still) Matters” onde ele afirma que nenhuma linguagem é realmente funcional, provando que se pode simular efeitos colaterais em Erlang, Haskell, F# e várias outras.

A conclusão do Erik -é claro que defendendo suas decisões ao criar o LINQ- é que os conceitos por trás das linguagens ditas funcionais são mais importantes do que ser uma linguagem puramente funcional ou não.

Isso significa que você deve aprender sobre programação funcional e aplicar suas técnicas sempre que necessário mas cuidado com o termo “funcional”. Na maioria das vezes você quis dizer Higher-Order Programming.

Update: Alguns dos comentários msotram uma confusão com funções javaScript e objetos. Não só o texto falou que em JavaScript funções são objetos bem como ele mostrou o exemplo do sorveteiro, mas tentando deixar ainda mais claro:

ds

Qi4j @ ThoughtWorks Community College

Thursday, April 3rd, 2008

Ontem tivemos mais um Community College na ThoughtWorks Melbourne, desta vez focamos no Qi4j.

É uma idéia interessante. Basicamente o qi4j (”quiforjêi”) usa micro-aspectos para modelar qualquer coisa. O problema é que a sintaxe atrapalha. Eles usam a Linguagem Java, com Language Adaptations e uma Factory mágica, provavelmente uma linguagem própria teria mais efeito.

Sinal de Vida

Wednesday, March 12th, 2008

Nossa, tanta coisa que nem sei o que postar. Neste tempo que fiquei afastado –quase um mês!- juntei um bando de idéias para postas mas agora falta tempo.

Neste período terminei mais um projeto. Estou alocado no mesmo cliente e temos dezenas de pequenos projetos que fazem parte de um projeto maior que faz parte de um projeto tão gigantesco que toda semana tem uma festa para comemorar que alguém lá em Perth terminou uma parte que você nem sabia que existia. Segunda-feira devo ser movido para outra parte, desta vez é apenas para prestar ajudar um grupo de desenvolvedores do cliente que está com problemas num sistema baseado em mensagens assíncronas. Deve durar até Maio, creio.

Mas não é o trabalho que me tem afastado, pelo menos não é o maior causador. O problema é a minha pesquisa. Eu tenho dedicado boa parte do meu tempo livre a me aprofundar nos assuntos necessários para uma boa compreensão de Language-Oriented Programming e Domain-Specific Languages.

Infelizmente existe duas áreas de Ciência da Computação nas quais eu nunca me interessei muito: linguagens de programação e inteligência artificial. IA é algo que eu ainda não estudo mas para entender DSLs uma das coisas mais importantes é entender como as linguagens são criadas. Isso está me fazendo tentar aprender em um mês o que eu negligenciei por anos, incluindo a leitura capa-a-capa do SCIP. Eu sei um pouco de Common Lisp mas ainda que não soubesse não seria problema, o livro usa Scheme mas você não precisa saber Scheme ara começar a ler –bem no estilo de Bertrand Meyer que ensina Eiffel no seu livro de OO.

Depois disso vem o Concepts, Techniques, and Models of Computer Programming - que é uma recomendação do Rafael- e The Seasoned Schemer. For a as dezenas de papers da ACM que tenho pesquisado.

É trabalhoso, é complicado mas é uma das coisas que me fizeram vir ara a Austrália e mudar de emprego. Na ThoughtWorks eu tenho acesso a um material seleto sobre iniciativas no mundo real destas tecnologias, e acesso à pessoas com um conhecimento sobrenatural sobre este assunto. Apesar de eu adorar fazer parte de um time fixo desenvolvendo um produto e focado em melhoria, trabalhar como consultor me dá mais liberdade para focar no meu interesse atual, que em grande parte é essa pesquisa. Eu trabalho de 9 as 17h no cliente -sem hora extra- levanto da minha mesa e em 15 minutos estou no meu apartamento.

Antes que comecem as especulações entre meus três leitores não, eu não pretendo fazer nada de útil com o resultado da pesquisa. O resultado, na verdade, não importa, para mim importa o que eu aprender no caminho.

Se tudo der errado eu faço uma aplicação em Lisp pro Facebook e fico rico :)

Você Pergunta: RAD

Thursday, January 24th, 2008

Uma pessoa me escreveu um email sobre o tópico anterior. Novamente não vou citar nomes porque não pedi permissão (e não tenho motivos para expôr esta):

Shoes, beleza cara?

Então, lendo sobre a discussão sobre o Maker eu cheguei no seu blog e li sobre RAD.
Aquela ferramenta no NetBeansLixo pra fazer GUIs é um RAD? Ele desenvolve parte de um software, eu sei, não é um modelo de processo de desenvolvimento, né??

Enfim, acredito que existam mais algumas por aí como Maker e queria saber da sua opinião: todas essas ferramentas são RADs e todas elas cometem gafes? Onde quero chegar é na pergunta: Hoje em dia, SEMPRE teremos um desenvolvedor por trás da solução?

É que eu sou totalmente contra essas ferramentas de gerar códigos automáticos… não confio muito nessas coisas… prefiro eu mesmo fazer os códigos, mas tenho a dúvida: estou muito antiquado (no sentido de muito atrasado e não acompanhando as tecnologias que estão evoluindo hoje) ou estou no caminho correto?

Bom, se você respondeu que sim na primeira pergunta (do NetBeans sobre GUIs), a principal desvantagem das ferramentas RAD (se é isso que aquele Lixo é) é a manutenção e evolução, certo? Uma vez, fazendo um trabalho pra faculdade, tive que usar aquele NetBeans. Quando fui usar Refactoring… nossa cara, que coisa mais chata… tive que refazer praticamente toda a interface gráfica.

Abraço.

Apesar de usar, eu odeio o termo RAD. Ele significa um grupo enorme de coisas e ao mesmo tempo não significa nada. O livro Software Development: Building Reliable Systems define RAD:

For the last ten years, many software projects have incorporated the use of “Rapid Application Development” methodologies in an effort to decrease development times. RAD, as it is generally referred to, incorporates an umbrella of methodologies based on spiral, iterative development technologies. RAD techniques range from the simple use of GUI development tools to quickly build prototypes, to processes incorporating complete, cross-functional business analysis. [...]

Então vou considerar que você quer dizer por RAD “ferramentas geradoras de código” do contrario este post nunca vai acabar. Sim, o Matisse do Netbeans é uma ferramenta geradora de código.

Ferramentas geradoras, em geral, são úteis quando não querem dominar o mundo. Eu adoro quando o Hibernate ou o Rails gera meu DDL SQL e eu não tenho que escrever CREATE TABLE. Eu adoro quando o Eclipse gera meus getters e setters e coisa do tipo. O problema é que esses geradores não costumam sobreviver num projeto de verdade.

O grande problema do gerador de código padrão, como o citado, é que ele possui diversos vazamentos de abstração. O Joel Spolsky fala especificamente sobre geradores:

The law of leaky abstractions means that whenever somebody comes up with a wizzy new code-generation tool that is supposed to make us all ever-so-efficient, you hear a lot of people saying “learn how to do it manually first, then use the wizzy tool to save time.” Code generation tools which pretend to abstract out something, like all abstractions, leak, and the only way to deal with the leaks competently is to learn about how the abstractions work and what they are abstracting. So the abstractions save us time working, but they don’t save us time learning.

Como pode-se perceber pelas discussões citadas o mercado destas ferramentas é… complicado. Um desenvolvedor que entende como a plataforma funciona (Java EE, no caso) dificilmente se encantaria pela ferramenta. Ele pode utilizar algo como um Spring IDE para gerar arquivos de configuração mas sabe que isso não é tão simples assim.

Os programadores mais recentes na plataforma Java podem não ter consciência disso mas uma ferramenta chamada xdoclet era muito usada quando sofríamos diariamente com EJBs 2.1. O que o xdoclet faz é gerar código, ele gerava todo o mapeamento do EJB (uns 3 arquivos XML diferentes, pelo menos) a partir de anotações JavaDoc (não existia Java 5 naquela época). O xdoclet era a salvação da lavoura, conseguia abstrair muitos problemas mas.. não era perfeito, nem pretendia.

Eu já trabalhei em projeto onde 50% do código era gerado pelo xdoclet e do restante ele não dava conta. A ferramenta não possui o tal do round-tripping então não dava para misturar código gerado com modificado. A solução foi optar por uma arquitetura que isolava as duas partes em módulos diferentes e só conseguimos chegar até ela porque –como disse o Joel- sabíamos como a ferramenta funcionada. Essa é uma ferramenta de automação, não de “geração automática de sistema”. Ela automatiza o trabalho que você teria, não te livra do fato de conhecer o que… bem… é sua profissão.

Acho que o Matisse se enquadra neste tipo.

O problema é que essas ferramentas –e seus persuasivos vendedores- dizem que irão abstrair todo o desenvolvimento. Para os cenários ideais elas podem fazer todo o prometido mas não houve até hoje uma ferramenta que conseguisse real sucesso fora dos casos mais simples e isso porque não é assim que construímos sistemas hoje. Nossos sistemas são uma salada de linguagens, conceitos, mapeamentos e configurações que uma ferramenta deste tipo não consegue acompanhar.

O que geralmente elas fazem é te prender à uma ou algumas arquiteturas genéricas que servem razoavelmente para alguns casos -geralmente sitezinhos CRUD de intranet- mas não para todos ou sequer para a maioria. Como arquitetura não é commodity não se pode simplesmente aplicar a mesma estrutura em todos os cenários.

Apos algum tempo em TI você começa a entender que o dia-a-dia desse mercado é um grande “mais do mesmo”. Você sempre está criando as mesmas coisas. Da última vez que contei eu já tinha criado uns sete gerenciadores de conteúdo web. Dá para utilizar a mesma arquitetura em todos? Não. Uns eram simples formulários, outros se integravam com back-ends complicados, outros era assíncronos, outros tinham integração com legado… cada um tinha uma história. Se há oito anos atrás eu comprasse uma ferramenta dessas e a tivesse aplicado nestes projetos eu teria que fazer personalização (i.e. sair do maravilhoso mundo do fluxograma) a cada projeto.

Mas eu estou falando de desenvolvimento de software de um tipo, não do mercado todo. Quando estive na faculdade pela última vez (antes da segunda fuga) estudei com uma pessoa de 43 anos que desde os anos 80 vive fazendo software em coisas como CLIPPER para lojinhas e boutiques. Ele não ganha mal. Pelo que entendo dos softwares deste tipo (já trabalhei neste ramo) a arquitetura é quase sempre a mesma. Talvez ele se favorecesse de algo assim nos seus negócios, apesar de que eu ainda acharia um risco desnecessário.

Então sim, hoje precisamos de desenvolvedores para projetar um sistema. Desenvolver sua arquitetura, seu design e verificar para que tudo seja eito da maneira mais adequada para o projeto (que nem sempre é a técnica mais adequada). Mas e o futuro?

O futuro prevê o uso de ferramentas de um nível mais alto, mas de maneira diferente. O ponto crucial é que essas ferramentas não são geradores de código Java (ou C#, ou Ruby ou o que for), elas mudam a visão sobre o código. Ferramentas como Domain-Specific Languages aumentam o nível da linguagem não tornando-a mais abstrata apenas mas sim levando para perto do negócio. Ferramentas de visualização criam pontos de vista diferenciado sobre o mesmo artefato, dependendo de com que olhos se enxerga.

Tudo indica que para desenvolver softwares no futuro o desenvolvedor não terá o mesmo papel que tem hoje. Ao invés de criar o código do sistema em si iremos criar as ferramentas que dão suporte à criação de sistemas pelos usuários.

Seja qual for o futuro ele não é sobre gerar código. Isso nós já fazemos à décadas e serve apenas como quebra-galho para nos livrar da complexidade que nós mesmo criamos.

DrDobbs2007 - 27/07

Saturday, July 28th, 2007

O dia começou bem com uma palestra sobre a arquitetura do eBay. Muita gente cita o site como exemplo de quem migrou de C++ para Java mas não sabe que na verdade o problema, como quase sempre, foi o uso que faziam da plataforma. C++ não é uma linguagem tão interessante para construir aplicações web mas mesmo os back-ends eram extremamente problemáticos, com God Classes de milhares de linhas por todos os lados (coisa muito comum em sistemas em Java, de qualquer forma). A palestra seguinte foi de um dos arquitetos do Microsoft Visual Studio pretensiosamente entitulada ‘Agile Architectures’ que ficou no lugar comum de sempre. Pela descrição do processo utilizado para desenvolver a ferramenta percebe-se que é tudo, menos ágil: times enormes, iterações de meses e meses…

A palestra do Ford (sempre ele) sobre métricas em projetos ágeis foi muito boa. Além de mostrar um pouco de como funciona uma grande empresa que usa os processos com sucesso no dia-a-dia ele reforçou a necessidade de medir e agir sobre métricas como dependência entre módulos, coesão, acoplamento, cobertura de testes e etc.

O último dia foi bem legal, assim como o congresso. Interessante notar como havia um público de idade mais avançada que a média deste tipo de evento o Brasil. Interessante também o interesse dos gringos por agilidade, todos que conversei sempre estavam atrás das palestras com este foco e sempre com o mesmo motivo: estavam ouvindo sobre isso há anos e agora começaram a ver resultados, então querem saber como implantar nas empresas. Caravanas de grandes empresas americanas foram mandadas ao evento para tentar entender como Agile e Ruby especificamente poderiam ajudar suas empresas.

Enquanto isso, no Brasil…

Microsoft: RIP?

Monday, June 4th, 2007

Paul Graham e Martin Fowler decretaram o fim da MSFT. Não é a primeira vez que isso acontece mas desta vez são grandes nomes, um sempre escandaloso e um geralmente bem imparcial, na ordem. Como falamos aqui nos últimos meses, Redmond tem surpreendido a comunidade de desenvolvimento (como nota Fowler) com novidades realmente interessantes mas… Microso$oft é MSFT, não tem jeito. Após tantos anos jogando com as peças erradas vão ser necessários muitos milhões de dólares e neurônios para virar a mesa, e por mais que dólares não faltem neurônios ainda são muito caros para Redmond, já que seu preço varia com o freguês.

Enquanto Graham se atêm às perdas de mercado na computação de desktops Fowler fala sobre a perda de mercado da plataforma .Net. Vai ser necessária muita inovação, tanto em SO quanto em plataforma de desenvolvimento, para reverter o jogo. Em Plataforma temos visto aqui que realmente eles estão tentando, e muitas vezes conseguindo. A parte de SO é a antítese: cópias de recursos com mais de dez anos de existência.

Dado que a MSFT prende sua plataforma ao seu SO, o sucesso ou fracasso de um influencia o outro. Este risco sempre esteve presente para o programador .Net mas antes ele era tão irreal que era simplesmente desconsiderado. Agora ele está aí nas mãos dos milhares de MacBooks nas mãos de quem mora em países civilizados (do tipo que não faz um MacBook custar R$6.500,00) e dos sabores de GNU/Linux que alimentam os datacenters. Na lista do Graham sobre como salvar a MSFT eu incluiria abrir sua plataforma para externos. Por mais que o Windows continue caindo pelo menos uma parte da empresa estará a salvo.