Archive for the ‘domain.specific.languages’ Category

Groovy is Everywhere

Tuesday, February 14th, 2006

As duas maiores publicações brasileiras sobre Java (e, creio eu, as maiores revistas sobre programação em geral no país) trazem matérias sobre Groovy este mês.

A MundoJava traz um artigo introdutório sobre a linguagem, mas como a MJ tem investido em artigos mais densos e completos, o ‘introdutório’ já traz muito material.

A JavaMagazine traz a linguagem de script como atração principal numa matéria que fala até de Grails. Aliás, eu achei a parte sobre Grails o mais fraco na edição, para quem conhece Rails ficou um gosto de “esse barulho todo por isso?”, acho que seria melhor apenas uma citação.

Groovy é a linguagem de JVM mais famosa após Java. Isso pode mudar com a adição de JavaScript no Mustang - Java 6 - este ano, e a mesma JSR ainda traz PHP na implementação de referência. É, está na hora do chato aqui avisar novamente: abram os olhos.

Infelizmente temos ainda uma etapa antes de chegar na próxima onda de linguagens, creio. A JVM precisa se adaptar (como com o tal invokeDynamic) para implementar mais facilmente novas linguagens. Depois desta etapa, com um ecosistema de linguagens para diferentes propósitos de fornecedores diferentes (uma coisa que Microsoft .Net propôs mas não vingou), podemos criar a linguagens específicas de domínio… mas este post se extendeu demais :)

Considered Harmful: Netbeans enche o saco!

Friday, February 3rd, 2006

A Sun está enchendo o saco com essa história de Netbeans. O JavaPosse parece um programa Polishop sobre Netbeans/Creator. O site do EclipseZone tem um flash enorme sobre Netbeans (tipo aquela propaganda da Microsoft que geralmente aparece quando você lê notícias sobre Java ou GNU/Linux).

As Seen on TV!

O Netbeans evolui bastante desde a época que eu o usava por considerar o Eclipse muito complexo, na época era a primeira versão do Eclipse, acho. Em seis meses larguei e aprendi a usar o Eclipse. Basicamente quando parei de fazer JSP/Servlets e comecei a escrever código.

Faz uns bons meses que a Sun vem subsidiando grupos de usuários, eventos e publicações para falar bem do Netbeans. Realmente o produto merece uma olhada (outro dia baixei uma versão do Creator para brincar), mas não é nada excepcional e a maior prova disso é que mesmo com tanta grana (que a Sun não tem, aliás) gasta eles ainda não conseguiram convencer a massa de usuários de Eclipse que o Netbeans é uma escolha sequer para desenvolver GUI e aplicações pequenas.

Eu tenho usado Eclipse e IntelliJ, um recente projeto que migrei para Rails era previsto de usar JSF (por isso o Creator) e eu estava considerando fazer a interface no Netbeans. Obviamente a lógica de negócio e todo mais importante ia ser feito no Eclipse (que eu uso quase sem plugins aliás). O ponto é que não achei lá essas coisas. Minha maior crítica é que, por default, o Netbeans te induz a coisas demais. Por exemplo naquela estrutura de projetos baseada em ant. Legal, mas e seu eu não quiser/não puder? Pode ser que aquela estrutura atenda à maioria dos projetos, aqueles que não possuem gente muito experiente para liderar, mas num projeto customizado, vira nada.

Em compensação o Eclipse com JDT apenas é cru. Ele é para ser customizado. Se você usar um MyEclipse, RAD, WSAD, Bea Workshop ou algo assim, vai ter uma IDE ‘produtiva’.

Se você não quer gastar grana com IDE, tem muitos plugins para escolher e montar sua IDE. É uma situação aprecida com Java vs. .Net. Num sistema em java geralmente você escolhe cada pecinha do mesmo, pega uma biblioteca ali, um framework MVC ali, um framework de persistência acolá. Em .Net geralmente você trabalha com o que o framework te proporciona out-of-the-box. Você não precisa usar estes componentes, pode mudar, mas quase ninguém faz isso. Assim como eu rpefiro as opções em java eu prefiro as opções no Eclipse, questão de gosto.

Acho que o Netbeans vai se solidificar como ferramenta para programadores iniciantes e de pequenas empresas enquanto o Eclipse serve de base para IDEs customizadas. Ninguém leva o esquema de plugins do Netbeans a sério (e olha que eu acho que a API do Eclipse fede!) e nos próximos meses vamos ver um movimento focado em IDEs para linguagens de domínio.

Assim como ter uma linguagem flexível é importante para construir uma DSL, uma IDE também é. A Microsoft avança com o Visual Studio e o mundo Java precisa dar uma resposta. Hoje o Eclipse RDT já é, por exemplo, a melhor IDE Ruby que eu conheço (mesmo aidna sendo bem simples), incluindo o RadRails.

200 Páginas em 4 ônibus

Thursday, February 2nd, 2006

Terminei ontem o My Job Went to India. Mudei de opnião, você não deveria ler esse livro. Você tem quem ler o livro. :)

É como conversar com um programador mais experiente e sem papas na língua sobre seu futuro profissional.

Comecei hoje o Software Factories: Assembling Applications with Patterns, Models, Frameworks, and Tools. o livro não fala de fábricas de software como conhecemos, é um apradigma parecido com MDA mas menos genérico e menos xarope. Ainda assim não consegui formar uma opinião, esperem um artigo maior sobre o tema…

Book