Archive for the ‘gadgets’ Category

Inovação: Construa e Eles Virão

Tuesday, June 1st, 2010

Inovar é preciso, e você sabe disto. Todos aqueles livros sobre a Cabeça do Pai Rico que Mexeu no Queijo do Segredo da Arte da Guerra foram bem claros: inove ou morra.

Mas como se faz isso em um ambiente corporativo? Sinceramente, não é muito difícil. A coisa mais importante é ter as pessoas ideais. Existem pessoas que trabalham de nove às cinco, e não existe problema nenhum em fazê-lo. Eu, entretanto, prefiro trabalhar com gente apaixonada pelo que faz. Gente apaixonada têm o privilégio de ter como hobby sua própria profissão. Dado este tipo de gente, basta você criar a oportunidade.

A minha experiência neste tipo de cenário começou com o que aprendi com o Antônio Carlos Silveira, que é meu grande mentor em anti-corporativismo. Quando trabalhávamos na Globo.com, a vida era uma eterna disputa entre dançar a dança tentando não cair no corporativismo das requisições de mudança, Jiras e PMAs. Das lições mais importantes que aprendi com o Toninho, uma das que mais ficou pode ser resumida em: você pode ter vestir uniforme de marinheiro mas ainda é um pirata.

E nós tentamos várias coisas, e falhamos miseravelmente em quase todas. Como exemplo, nosso time iniciou um projeto piloto para copiar os (míticos) 20% livre do Google. Sexta-feira a tarde os desenvolvedores eram livres para fazer o que quiser, seus projetos pessoais. Essa foi uma iniciativa capitaneada pelo Danilo Bardusco que, antes de ser promovido à gerente do lojinha fazia parte da finada equipe de Webmedia da Globo.com, certamente o melhor time com que já trabalhei na vida e cuja maioria dos membros são grandes amigos até hoje.

Todas as idéias que surgiram nestes projetos falharam de uma maneira ou de outra. A maioria não foi para frente por motivos técnicos/motivacionais (i.e. fogo-de-palha) e alguns chegaram a ter implementações completas mas não foram pro ar porque o pessoal de negócios não achou a idéia atraente.

Fracasso? Perda de tempo? Muito pelo contrario. O clima na equipe mudou de uma maneira tão brusca que parecia outra empresa. Quando entrei na Globo.com, em 2006, a Webmedia era, basicamente um departamento de uma grande empresa. Entravam requisitos e saia código. Após esta e muitas outras iniciativas como a adoção oficial de métodos ágeis –é bom notar que nós, na Webmedia, nunca fizemos Scrum de fato. E eu me orgulho muito disso.— o clima mudou completamente. A equipe passou a ter um clima muito diferente, bem mais próxima de uma startup do que de uma empresa de três letras. A coisa foi tão bem sucedida que o que você vê de Globo.com é uma tentativa de espalhar esta cultura.

Nos últimos dias eu tenho experimentado uma proposta parecida. Aqui na ThoughtWorks nós temos o eterno problema de tentar conciliar crescimento com qualidade e inovação. Como fazer para estimular pessoas que já trabalham em projetos para clientes para que não percam a motivação?

Algumas mentes tiveram uma ótima idéia: um concurso. Todos os ThoughtWorkers da Austrália são convidados a formar grupos e desenvolver uma aplicação para o iPad. O grupo vencedor leva dois iPads.

Parece algo bobo, mas será? Um iPad em Sydney custa por volta de AUD$1.000.00. Com descontos corporativos e uma série de benefícios fiscais que o governo fornece você consegue comprar o modelo mais caro por uns AUD$700.00. A maioria dos meus colegas ou já comprou um iPad ou está esperando a segunda geração, ninguém está contando com o prêmio em si. Por que as pessoas entrariam na competição?

Porque é divertido. Lembra de como eu falei que as pessoas que eu gosto de trabalhar misturam trabalho e diversão? Pois é. A foto abaixo mostra o Fábio Lessa e o Ben Barnard num domingo em pleno escritório:

O que é necessário para que este tipo de comportamento aconteça? Do mais importante nós já falamos: pessoas interessadas. A segunda coisa é suporte material. No caso do Fábio e do Ben, a empresa oferece algumas coisas que motivam alguém a ir para o escritório no Domingo aprender uma nova tecnologia:

  1. Um computador decente para cada empregado, neste caso um MacBook Pro trocado há cada dois anos
  2. Chave do escritório para todos os consultores, com acesso ilimitado e sem que seja feitas perguntas sobre “o que diabos você estava fazendo aqui?”
  3. Geladeira cheia de guloseimas, refrigerante, suco, cerveja e demais coisas que fazem mal
  4. Uso de cartão corporativo para pagar coisas como contas no Github, livros e downloads de screencasts
  5. Acesso corporativo às ferramentas necessárias (neste caso uma conta corporativa no iPhone Developer Program)

Mas por que a empresa oferece isso? Porque é boazinha e quer que todo mundo seja feliz? Não exatamente. A ThoughtWorks é uma consultoria, nós fazemos questão de nos diferenciarmos de outras empresas do ramo pela nossa qualidade. O concurso do qual estou falando vai ser decidido por uma banca de juízes. Nesta banca estão as pessoas de vendas da empresa.

A idéia não é apenas que um bando de desenvolvedores se junte e gaste alguns domingos bebendo cerveja de graça e esmurrando o teclado; a idéia é que criemos algo útil. Os times são estimulados a tentar focar em um dos nossos atuais clientes, pensar em um produto que possa ser interessante para os problemas que estes possuem.

A realidade Australiana é, certamente, bem diferente da Brasileira mas isso não quer dizer que algo do tipo não seja viável. Substitua iPads por HTML5 e você tem um programa muito parecido e com custo bem baixo, por exemplo.

E, como no caso da Globo.com, ainda que nada saia destes projetinhos seu papel já foi cumprido. Nós queremos que nossos consultores se interessem cada vez mais por tecnologia. Nós queremos que nossos clientes entendam que somos especialistas em tecnologia.

Nós queremos inovar. Sempre.

O Ataque dos Clones

Friday, May 11th, 2007

Temg ente que me deixa intrigado. O que deu no Steve Jobs apra ele liberar o design do iPgone tanto tempo antes, dando espaço para bizarrices como essa?

Será que a Apple realmente vai lançar aquele mesmo iPhone mês que vem?

Da Série ‘Mãe Diná’

Friday, December 29th, 2006

Ano passado eu postei aqui o que eu acreditava que importaria no mundo da tecnologia em 2006.

Antes de postar a versão 2007 da minha futurologia pessoal vamos, ao contrário do que fazem os videntes de televisão, avaliar as besteiras que eu disse ano passado.

Ruby on Rails: O framework para aplicações web em Ruby realmente fez sucesso este ano. Sua influência no mundo do desenvolvimento pode ser vista nos novos frameworks para plataformas como Java e .Net e mesmo com tanto preconceito contra o que não é ‘enterprisey’ podemos ver esta plataforma decolando e ocupando espaço de PHP. Vários livros, inclusive brasileiros, lançados.
Ruby: A linguagem Ruby, no entenanto, não decolou como esperava. Parece que realmente o que importa hoje é a velocidade de desenvolvimento e a disponibilidade de bibliotecas e componentes prontos, poucos prestam atenção no que a linguagem consegue fazer quando bem projetada. Talvez ano que vem.
Migrações: Java 5 e EJB 3.0 Tirando quem não tem opção, os novos produtos já estão sendo desenvolvidos para Java 5. Existe um buraco de profissionais que dominem EJB 3.0 que deve ser preenchido em breve. Com o fim do suporte oficial ao Java 1.3 este movimento ficará mais intenso em 2007.
Linguagens de JVM Cada vez mais alardeadas como a maior novidade das novas versões (>6) de Java. Infelizmente Java 6.0 atrasou bastante e a maior parte do hype vai para o próximo ano.
Linguagens de Domínio (DSLs) Quando preparei a minha palestra do Rio Java Summit 2006 sobre linguagens de JVM e DSLs foi muito compkicado encontrar material. Tive que recorrer basicamente à materiais com mais de dez anos de idade e experiência pessoal. Digite Domain Specific Languages no Google e veja que isso mudou bastante hoje, ainda assim ainda não chegou no mercado. A falta de livros continua.
Open Solaris Acho que ninguém mais lembra que o Solaris esté sendo aberto. Péssimo marketing da Sun, infelizmente.
Celulares Apesar do caos entre as operadoras, os aparelhos celulares estão ganhando mais poder de fogo e ficando cada vez mais baratos.
Web 2.0 Ninguém ainda sabe direito o que é Web 2.0 mas já se ganha dinheiro com ela. A recente onde de mashups aposentando interfaces SOA é algo que merece atenção.

No final das contas acho que não errei por muito. Futurologia nunca funciona mesmo. Em breve os wild guesses para o ano de 2007.

Casa Conectada

Thursday, July 6th, 2006

Na iminência de comprar um MacBook e eventual rede wireless doméstica, me deparo com o squeezebox. Quanto tempo até termos eletrodomésticos wireless espalhados pela casa?

http://www.slimdevices.com/images/connectiondiagram.gif