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Refletindo sobre Tendências

Friday, July 10th, 2009

Recentemente muita gente tem me procurado nos instant messengers da vida para perguntar sobre tendências. Existe uma idéia no Brasil de que quem está de for a “traz as novidades”. Isso podia ser verdade antes da Internet mas agora as coisas se espalham com tanta velocidade que em muitos aspectos o Brasil está muito na frente da Austrália.

Mas existe o outro lado que é o trabalho na ThoughtWorks. Os projetos que nós enfrentamos geralmente começam da mesma maneira que os que qualquer consultoria, de três letrinhas ou três pessoas, enfrenta. O diferencial que faz ser um lugar interessante para se trabalhar é o que acontece durante o projeto.

O que segue neste post é uma amarrado de impressões pessoais sobre os últimos doze meses, tanto sobre a Austrália quanto o que sei de outros escritórios. Se ele não for coeso ou fácil de ler eu peço desculpas mas encare como um braindump.

Os projetos para bancos e empresas do mercado financeiro em geral continuam bem parecidos. Em 2007 houve uma euforia em torno da bolha econômica e muitos projetos megalomaníacos –e, por conseqüência, extremamente interessantes do ponto de vista técnico- apareceram mas a crise os tirou do baralho nos tempos recentes. Os bancos estão gastando menos e buscando fazer mais dinheiro reutilizando a estrutura existente. A maioria dos projetos que eu tenho conhecimento dentro de bancos é para estender uma determinada oferta para novos clientes ou é para migrar de uma plataforma legada para algo menos dispendioso.

O interessante sobre o “legado dispendioso”, dentro e fora de bancos, é que muitas vezes ele se trata de coisinhas como WebSphere, Aqualogic, Biztalk, Tibco e produtos parecidos. Apos gastar rios de dinheiro implantando estes e não ver nenhum centavo de retorno real muitos dos grandes estão migrando para plataformas mais eficientes, quase sempre baseadas em software livre. Hoje em dia são comuns projetos de migração de Websphere para Jetty ou de BizTalk para serviços RESTful usando IIS, JSON e ASP.Net MVC, por exemplo.

Na parte de aplicações para Internet, onde geralmente eu me envolvo mais, as coisas também têm mudado bastante. Basicamente os projetos têm se dividido em startups e legado. As startups aparecem com um problema e algum montante de dinheiro. A plataforma mais utilizada para atender estes cenários é Ruby on Rails, geralmente fazendo deployment em algum serviço de Cloud Computing.

Cloud Computing é um tópico extremamente relevante tanto para ThoughtWorks quanto nos nossos clientes. Uma das coisas interessantes que fizemos no início do ano foi trabalhar junto com o Google no lançamento da AppEngine em Java (e outras linguagens).

As empresas com legado de Internet são sempre interessantes. Geralmente elas são algum grande prestador de serviço na área de mídia e possuem um ou mais websites antigos que têm aquela arquitetura manjada de rodar em um Weblogic ou Tomcat com um Apache de front-end. O problema é que hoje em dia o numero de usuários é muito superior e a velocidade com que funcionalidades têm que ser adicionadas e alteradas é muito maior. Após entender que os Googles e Facebooks da vida não usam Java EE e não pagam licença para a IBM as empresas estão desesperadas para atingir o mesmo nível de eficiência.

O que temos feito nesta área é utilizar a já citada Cloud Computing para realizar tarefas que não precisam ser executadas dentro do firewall (de crawling até rodar teste de carga), refatorar aplicações grandes para atingir escalabilidade horizontal e simplificar processos de deployment e gerenciamento de recursos.

Na área mais de programação em si as coisas não têm sido lá muito excitantes. As plataformas em específico não têm nenhuma novidade marcante mas a programação poliglota é uma realidade. Até hoje todos os projetos que tive alguma participação dentro da ThoughtWorks utilizavam mais de uma linguagem de programação (já descontando Bash e JavaScript).

Uma surpresa agradável foi a que tive no meu projeto atual, em que voltei a programar em .Net após 3 anos afastado. A maioria das coisas que eu realmente não gostava sobre C# e seu ecossistema foram removidos (exceto Windows e Visual Studio, duas peças que eu considero de qualidade inferior). A Microsoft continua enfiando frameworks e ferramentas terríveis pela guela dos seus clientes (MSBuild? TFS? WCF? WTF?!?) mas no geral as coisas estão bem melhores.

Em termos de livros sobre programação eu tenho me focado quase que exclusivamente nos conceitos presentes em linguagens e paradigmas de programação. Esta é a lista de livros relacionados que eu li desde que cheguei aqui:



Esta é a fila dos que faltam:


(fora os que ainda estão no meu carrinho de compras na Amazon. Livro na Austrália é ridiculamente caro)

Na parte de gerenciamento de projetos e metodologias as coisas estão engraçadas. Tem horas que a euforia anima, tem hora que dá náusea. Eu acho que o Bellware resumiu muito bem:

early agile adopters were looking for a way to do things better. later adopters are just trying to do agile, thus the failures

Eu vim para a ThoughtWorks para ver como é que quem introduz métodos ágeis há anos trabalha. Nos últimos meses eu trabalhei com pessoas que fazem isto há mais de dez anos e em empresas que adotaram agile antes de eu saber que ele existia. O que eu aprendi neste período inicial é exatamente o descrito acima: quando seu objetivo é ser ágil você falha, quando seu objetivo é sempre melhorar você tem chances de sucesso.

Todos os projetos que participei foram bem sucedidos? Depende de para quem você pergunta. Mesmo os clientes mais difíceis que tive acabaram ficando satisfeitos no final mas muitos projetos que participei (e o número de projetos é bem maior que o número de clientes) foram executados de uma maneira que o time não ficou satisfeito. Eu acho que neste caso é perspectiva. Como a maioria dos projetos são um fracasso colossal basta ter algum nível de sucesso que o projeto vira referência. O time, em compensação, tem um critério de sucesso muito mais alto e não considera o projeto como bem-sucedido.

É claro que no fim das contas o que vale mais é a opinião do cliente –tanto porque o problema dele foi solucionado bem como porque é ele quem paga a conta no final- mas eu já vi diversos problemas decorrentes deste tipo de coisa. De builds que começaram em 10 minutos e terminaram em duas horas de duração até um time que perde 50% do seu tempo corrigindo defeitos por falta de uma suíte de testes decente. Os problemas podem não ser grandes para aquele projeto em específico mas não prestar atenção há eles é mortal em médio prazo.

Minha conclusão é que a indústria está num estado melhor do que há alguns anos atrás. Tecnicamente estamos entrando em uma espécie de renascimento e isso promete render muito material para posts aqui. Em termos de gerencia de projetos e processos as pessoas estão finalmente se convencendo que tudo tem limite, até ineficiência.

Problemas no WordPress…meio que corrigidos

Sunday, November 18th, 2007

No ConexãoJava eu fiz um apelo por alguém que soubesse PHP e, especificamente, WordPress para me ajudar. Nenhuma boa alma :’(

Partindo dia 21 para Melbourne eu estou sem computador, quase sem celular, sem telefone fixo e, por consequência, sem Internet. Aproveitei uma tarde na casa da minha sogra entre um forumlário preenchido e um apartamento para alugar procurado, baixei o putty no computador do meu cunhado e tentei resolver o problema.

O Google não me trouxe nada de útil além de milhares de sites com o mesmo problema. Quando eu tentava atualizar o WordPress recebia a mensagem:

1. WordPress
2.
3. WordPress database error: [Unknown column 'user_nickname' in 'field list']
4. SELECT ID, user_nickname, user_nicename FROM wp_users

Tentei remover todos os plugins. Nada. Remover temas. Nada. No final acabei tentando entender o upgrade.php e percebi que o problema certamente estava em uma variável que guarda a versão do banco de dados, a $wp_db_version. Ela deveria ser menor ou igual à 5183 e tinha valor 1! Não sei exatamente o que ocorreu mas certamente isso não era um estado válido.

Solução? Entrei no MySQL e rodei:

UPDATE `wp_options` SET `option_value` = '5183' WHERE `wp_options`.`option_id` =73 AND
`wp_options`.`blog_id` =0 AND CONVERT( `wp_options`.`option_name` USING utf8 ) = 'db_version' LIMIT 1 ;


Eu não tenho a menor idéia das consequências deste hack
mas por enquanto tudo funciona. Já fiz backup da minha base de dados, por via das dúvidas…

Tive também que deletar uns 3000 spams que foram postados como comentários neste tempo. O Plugin anti-spam parou de funcionar e eu quase enlouqueci!

Sistemas Simples, como Portais por exemplo

Sunday, October 7th, 2007

Esse debate no GUJ me mostrou umas coisas engraçadas. Eu já tinha idéia de como as pessoas não têm noção das dificuldades em manter um portal no ar, porque eu mesmo não sabia e porque entrevistei algumas dezenas de pessoas neste meu ano no setor, mas não deixa de ser engraçado.

Quando eu trabalhava numa pequena agência web, lá pelos idos de 2000-2002, eu atendi a muitos grande clientes. Petroleiras internacionais, bancos de investimento, bancos convencionais, fundos de pensão… para todos eu participei do desenvolvimento de sistemas web às vezes muito simples, ás vezes muito complexos. Existia um padrão neste segmento de sites institucionais feitos por pequenas agências, não sei se é assim hoje em dia mas era:

  1. Escolha um gerenciador de conteúdo (CMS)
  2. Escolha a tecnologia para construir o resto do site (se o CMS deixar)
  3. ‘Customize’ (yuck!) os templates (também conhecido como: Corrija os bugs do CMS)
  4. Entregue o site

Eu trabalhei com diversos CMS, na época todos os que prestavam eram pagos e caros. Para clientes pequenos usávamos o Publique!, para clientes maiorzinhos o Calandra, para clientes maiores o Vignette, para monstros que precisavam não de um portal mas de GED o Dcomentum e algumas vezes os caras pediam para trabalhar com Microsoft SharePoint. Minha opinião após algumas dezenas de projetos: Nenhum deles prestava (e duvido que prestem hoje).

Quando fui convidado para entrar para o mundo dos portais fiquei um pouco preocupado. Desde meus tempos na agência eu já havia trabalhado com sistemas de billing, telecom, logística, análise de risco e vários outros domínios complexos com sistema mega-complexos que de tão caros são cobrados em Euros e não dólares. Milhões de Euros, na verdade. Mas topei porque quem me fez a indicação é uma pessoa que sei que não me indicaria uma furada.

Veja só minha surpresa quando descobri que para um destes mega-portais de Internet um CMS não é opção. Ok, muitos deles até usam soluções dessas, meu empregador inclusive, mas apenas para uma parte muito pequena e repetitiva do trabalho. Para tudo que não puder ficar em cache o buraco é bem mais embaixo.

Mesmo para conteúdo cacheado, você acha que é simples manter uma página sendo acessada por milhões de pessoas num intervalo de tempo muito curto? Eu vejo quando uma pessoa na minha equipe evoluiu porque ela começa a ler sobre redes, gerenciamento de memória, etc. Outro dia um cara muito bom mas muito focado em Java que trabalha comigo recebeu uma reclamação de que a aplicação estava gerando um load muito alto nos servidores. Ele teve que se virar para entender o que é o load de um servidor e porque o CPU não fica em 100% mesmo quando o load atinge duas casa decimais. Daí a coisa evoluiu para entrar no servidor e ficar tirando thread dumps (que muitos nem sabem o que é) para analisar o sistema, depois olhar o fonte do java.util.HashMap e identificar um problema de loop infinito que acontecia nesta classe somente quando havia uma grande concorrência. É engraçado, o cara entra com aquela mentalidade de ‘analista/desenvolvedor JEE’ e sai como um profissional de verdade. Eu acho que todo mundo devia trabalhar num lugar assim, ou fazer estágio ao menos.

E aí as pessoas dizem que os nove sites citados lá pelo estudo são simplezinhos e por isso usam LAMP. Isso é muito protecionismo, meu Zahl…

Java é uma boa plataforma para vários casos, mas não para todos. O modelo de IPC pobre, o deployment caixa-preta e a falta de uma meta-programação de verdade afetam fortemente a plataforma mas não é nada que não se consiga viver com. O ponto é que as outras plataformas possuem também suas diversas vantagens em vários casos, entre eles sites como os citados. Cada vez mais os portais possuem maior lógica na Camada (Tier) de apresentação. Os sistemas que temos desenvolvido no meu dia-a-dia de portal geralmente são compostos por um site que possui lógica de aplicação e acessa vários serviços.

A lógica de aplicação eu sinceramente mudaria para Rails sem pensar meia vez. O único ponto que me faria ponderar a princípio seria performance, ironicamente Java é hoje uma das mais performáticas plataformas disponíveis, mas mesmo hoje performance é garantida através de outros meios como caches e hardware (nota: existem poucas coisas que deixam um sistema tão lento quanto construí-lo usando um CMS).

A parte de trás da aplicação, onde ficam os serviços, não seria tão simples. Alguns serviços podem ser migrados para plataformas leves sem pensar duas vezes (muitos deles já estão em PERL e PHP, na verdade) mas assim como faz o Flickr eu usaria Java em alguns deles (o flickr é em PHP e usa Java para upload).

O ponto não é usar ou não Java. O ponto não é Ruby on Rails ganhar de Java no caso XYZ. O ponto é usar ferramentas certas nos lugares certos. Devia fazer parte da ética profissional este tipo de coisa…

A Culpa é da Marvada

Tuesday, May 22nd, 2007

O Vitor respondeu meu post, eu tentei colocar um comentário mas ficou muito grande, então vamos tentar retrucar por aqui mesmo :)

Eu entendi que ele quis dizer algo como “em >coloque -um-valor-muito-alto-aqui<% dos casos usar OO é overhead” e, como disse, concordo em parte, mas acho que mais uma vez houve uma certa ênfase errada.

Para começar, acho que mudou bastante de idéia. Em Fevereiro você disse:

Como um bom amante da Orientação a Objetos pura eu odeio os bancos de dados tradicionais e acho os frameworks de O/R um saco (além de ser uma grande gambiarra)! Por isso eu uso Prevayler. :D

Que foi o que começou este debate todo. Bom, vamos lá.

Por exemplo, com o BabaXP eu forcei a implementação de um DAO, mesmo usando o Prevayler. Achei que era possível criar um DAO OO, algo bonito, que abstraísse as diferenças entre Prevayler e um banco relacional qualquer. Me enganei. É impossível fazer algo nesse nível só por causa de uma única diferença entre as duas tecnologias, o acesso direto a memória dos dados.

Bom, Prevayler em si não é OO, como já discutimos no seu blog e em um post passado aqui neste mesmo, mas ainda que fosse não há problema em ter um Mapper (que é conceito por trás de um DAO) entre dois domínios de objetos diferentes. Na verdade, Eric Evans possui ótimos textos sobre Context Mappers no seu livro que fazem exatamente isso.

Quando trabalhei com Hibernate 2 e EJB 2, não consegui imaginar uma forma melhor de se programar do que seguir um fluxo de ida e volta: Locator -> Facade Session Bean -> Transaction -> DAO -> Hibernate Entity. Com VOs circulando entre eles. Aparentemente uma bela estrutura OO, exceto por um problema: os algoritmos continuavam seqüenciais, apenas em objetos diferentes. Os objetos não resolviam os problemas da regra de negócio, mas sim simplificavam o uso da própria tecnologia (EJB). Não haviam objetos inteligentes, apenas os JavaBeans secos, como o Hibernate 2 queria, e VOs secos, com regra de negócio pertinente ao objeto e só.

Ahm? Por que o Hibernate fazia você usar DTOs? Eu usei Hibernate com objetos de negócio nesta versão e não tive nenhum problema, poderia explicar melhor? Mesmo os tão mal-falados EJBs podem ser utilizados com objetos. Não não é tão fácil quanto em JPA/Hibernate 3, mas também não é difícil.

E não, DTOs/VOs/TOs ou como estejamos chamando esta semana não fazem um bom modelo OO, muito pelo contrário.

Uma estrutura semelhante foi criada com o JavaFreeCMS, uma arquitetura Action Based não poderia gerar outro resultado do que uma implementação Action Based, que é um nome mais bonito para implementação seqüencial. Por mais que eu quisesse implementar algo OO, tinha algo que me prendia ao modelo relacional. Cultura? É, foi sim. O JavaFreeCMS foi baseado no phpNuke, no qual é muito fácil adicionar módulos e componentes. Lá basta você adicionar um .php e criar a tabela, pronto. Tentei fazer algo semelhante, mas orientado a objetos. Acabei descobrindo que o esforço para implementar tal flexibilidade era tamanha que eu precisaria de uma equipe para desenvolver um Simples e Idiota CMS OO. Acabei chutando o balde e implementando o mais simples possível.

Foi então que comecei a suspeitar da utilidade da Orientação a Objetos e dos Design Patterns. Como falei antes, até então eu considerava que o problema era eu. Que eu era incapaz de fazer algo bom utilizando o melhor da OO e dos design patterns. Afinal, tanta gente mais experiente falava bem dos patterns e tals, alguma utilidade eles deveriam ter, não é? No entanto, hoje eu vejo que não é bem assim.

Antes de mais anda não existe nenhum vínculo entre OO e Design Patterns, um existe sem o outro. Depois, existem diversos CMS OO por aí para provar que não é bem o paradigma que tem problemas. Em boa parte deles adicionar ou remover módulos é simples, provavelmente o design que se fez para este caso do JavaFreeCMS em específico não foi adequado (aliás o Prevayler prega um paradigma Action-based em suas transações).

Não adianta você querer implementar a sua estrutura de dados com o melhor da orientação a objetos se você vai acabar migrando esses dados para um sistema relacional. Você tem um esforço considerável para identificar várias heranças, composições, agregações, relacionamentos uni e bi-direcionais e após isso mais um esforço para migrar essa estrutura para o ambiente relacional. Para variar, não existe nenhum framework de O/R que consiga mapear atributos específicos de cada abordagem sem perder em performance, em simplicidade ou produtividade. Até hoje eu nunca vi ninguém conseguir implementar um sistema completo OO e somente depois de tudo criado integrar com alguma forma de persistência de maneira transparente. A OO aplicada, com todos os seus recursos e ideologias, neste tipo de aplicação, só serve para complicar as coisas, trazer mais trabalho e problemas para o desenvolvimento.

Você está ignorando simplesmente décadas de técnicas de mapeamento Objeto-Relacional e, mais uma vez colocando problemas no Hibernate e JPA que eles não possuem. Pode explicar por que eles não fazem este mapeamento?

Segundo este conceito podemos chegar à conclusão que linguagens de Assembly foram uma coisa muito ruim, já que elas apenas adicionam uma abstração em cima do modelo “real”, de linguagem de máquina. Será que elas não trazem benefícios?

A mesma coisa pode-se dizer das aplicações request-response, que mudam de nome a cada ano, mas continuam a mesma coisa. Muitos frameworks não nos deixam fazer muita coisa da OO. Você recebe uma lista de parâmetros e devolve uma lista de resultado. Lista == tabela == relacional. Para provar, pense no seguinte, a cada resposta que um sistema como esse dá, ele carrega todos os relacionamentos de cada objeto, ou carrega apenas a parte que interessa ou que a aplicação cliente usaria? Agora outra pergunta, para isso utiliza-se VOs específicos para cada request ou um único VO com sistema de lazy loading? Implementar um VO para cada requisição é dose. Deixar por conta de um lazy loading também muitas vezes falha (ou a conexão fica aberta e bloqueia outros acessos ao banco ou ela se fecha e se o usuário pedir algum objeto, irá ter um belo “session closed”). Alguém já ouviu falar no conceito de “páginas” com Orientação a Objeto? Não né. Por que esse conceito foi criado pelos bancos de dados e implementado graciosamente com a instrução “limit” no SQL.

Acho que você confundiu um pouquinho listas de estruturas de dados com álgebra relacional. Em um programa eu posso ter listas de qualquer coisa, e elas não precisam obedecer aos princípios de álgebra relacional. Por um acaso bancos hierárquicos ou em rede não implementam listas? Por um acaso uma HashTable é relacional? Prevayler trabalha com listas de objetos, ele é relacional então, certo? Sua prova… bem, não condiz com a realidade.

2007. Faz pelo menos 3 anos que VOs são completamente desnecessários em java, se é que algum dia foram. Lazy loading funciona muito bem, obrigado. O problema de sessão aberta é contornável facilmente com algumas técnicas, apesar de sim, ser um problema real, mas nada impede que eu tenha paginação em uma consulta OO via Hibernate, basta eu fazer eager fetching (que pode, inclusive, contar com consultas polimórficas) antes.

Mas… putz…dizer que páginas foram criadas nos bancos de dados é ignorar solenemente os diversos usos de paginação em memória e outras estruturas uhm… não relacionais.

Pense na seguinte frase: Os dados saem de uma base relacional, são transformados em objetos, executam uma regra de negócio simples (Somas, médias, grupos, contatores, etc), são transformados em relacional novamente e exibidos. Esse é o fluxo de muitas aplicações web e desktop. Se é assim, para que diabos alguém adicionaria aquela transformação e destransformação para OO no meio do processo?
Não parece. É, uma coisa desnecessária. Se a regra é simples, se a arquitetura que você utiliza dificulta o processo ou se os objetivos da aplicação são “relacionais”, para que ficar inventando moda? Os Design Patterns também não escapam. Em várias ocasiões eu vi que era possível implementar padrões um pouco mais complexos diretamente na regra de negócio, como o State por exemplo. No entanto, o State é tão complexo e chato de manter que não vale apena trocar por um campo de “situação” e mantê-lo com o próprio objeto.

Sua aplicação é simples? Ótimo! Pode abrir mão do bom uso de OO e ainda assim manter uma estrutura legível e com manutenção razoável? Excelente! Só não tome isso como regra geral. Se você acredita que a complexidade de criar um programa com estruturas de dados de objetos quase nunca é justificável eu realmente não entendo o que te faz não utilizar uma linguagem que permita este design e ainda traga mais vantagens, como ASP clássico, ColdFusion, PERL+CGI ou PHP. Java pra quê?

Quanto á confusão com Patterns vou considerar respondida acima.

Obviamente, nem toda a aplicação web é tão simples assim, mas minha intuição me diz que 98% do mercado brasileiro segue essa estrutura. Apenas 2% das aplicações merecem ter boas implementações de OO e Design Patterns.

Mais ou menos concordo (mais sobre isso abaixo), mas existe um problema intrínseco aí. Como você frequentou a academia mais tempo acredito que saiba melhor que eu que existe algo chamado programação estruturada e suas variantes, dentre elas programação OO e procedural. Agora, dado que a grande bibliografia de Yourdon, Page-Jones e seus amigos mostra que fazer programas em paradigma procedural exige várias técnicas (fan-in, fan-out, coesão, divisão de módulos, controle de flags, acoplamento… lembra?) para manter um programa… hmm… editável… acho que você está saindo da programação estruturada pura e simplesmente, certo? Segundo este princípio crie classes apenas com atributos públicos sendo manipulados por funções estáticas, aliás, por UMA GRANDE função estática :P

Eu concordo em gênero, número e grau que OO pode ser um overhead tremendo quando se tem um domínio simples, e inclusive defendo arduamente o uso de DSLs simplificadas para construção de sistemas, mas simplesmente largar o paradigma OO em favor de algo que não é OO nem Procedural é retroceder para antes de Dijkstra. Só falta um GOTO.

Entre esses 2% estão, em geral, aplicações com baixa quantidade de informação do usuário: compiladores, ferramentas de BI, diagramadores de interface, toolkits gráficos, aplicações como diagramadores vetoriais, gimp, blender, engines de jogos, browsers, IDEs, etc. Aquelas aplicações de sistemas de informação que seguem a estrutura de frameworks, o estilo de linguagens ou APIs, definitivamente não precisam de mais padrões ou mais OO. Você está preso a ela, portanto faça o que ela mandar e você será produtivo, invente moda e já era! Tente trabalhar de uma forma diferente da MVC com o Swing, e você se verá enrascado. Tente transformar as entities do EJB em Business Objects e estarás f.u.d.i.d.o. :)

Sei não. Ou minha realidade é muito diferente ou a sua é meio..exótica. Nos últimos anos trabalhei em sistemas de gestão de previdência privada, billing de telefonia, análise de risco, gestão de malha ferroviária, gestão de passageiros, conteúdo multimídia, gerenciadores de conteúdo (sim! e alguns deles)… e boa parte das pessoas que eu conheço ficam com sistemas parecidos. Todos eles tinham lógica a modelar como objetos

Fiz também muito destes CRUDs simples na vida mas eles definitivamente não são 98% nem do que eu fiz nem do que as pessoas que conheço fizeram. Se alguém só faz CRUDzinhos simples que nem um Domain Model se justifica a primeira sugestão é deixar Java de lado e trabalhar com algo mais produtivo como PHP4. O problema é que sistemas crescem, se integram e mudam, e acho que é este ponto que você ainda não entendeu que um bom design, seja ele OO ou não, faz diferença.

Caindo nos bons designs você irá ver um bom design procedural e perceber que existem práticas que são melhor implementadas num modelo de objetos, como quando você precisa proteger uma estrutura de dados de acesso indevido, ou sua invariante. Foi assim que o design de aplicações evoluiu até hoje.

Concluindo, nos dias de hoje, em grande parte dos sistemas de informação, a estrutura relacional atuando sozinha é perfeita! Ninguém precisa de Objetos para tais atividades, a não ser, é claro, que você utilize um banco de dados Orientado a Objeto, aí a coisa muda de figura. Mas como muita gente tem medo deste recurso… Hoje, está bem claro para mim: Aplicações com mais regra de negócio do que informação, utiliza-se orientação a objetos. Para sistemas de informação, onde há mais dados do que regras, vai do banco. Bancos relacionais, aplicações relacionais, SQLs e etc. Com bancos OO, aplicações OO.

Isso é complicado. Se você coloca o banco de dados no centro do universo é bom colocar as regras de negócio lá também, cheia de Stored Procedures, e ficar apenas com front-ends em linguagens de programação convencionais. Do contrário o que você faz quando duas aplicações tentam compartilhar o mesmo conceito? Se eu tenho um conceito formado por um join entre duas tabelas o conhecimento sobre este formato deve ser espalhado por todas as aplicações que utilizam o conceito, e quando eu mudar a implementação das tabelas tenho que mudar TODOS os sistemas, ou criar malditas views para segurar o legado.

O modelo de SGBD como centro do universo já foi substituído há quase vinte anos, uma boa lida sobre componentes e serviços vai te dar uma luz neste tema.

No entanto, se você puder escolher que tipo de abordagem usará, saiba que o que vale é a sua intuição. Não force as coisas. Não deixe de implementar a sua estrutura OO só porque alguém te disse que deveria ser implementado o Design Pattern Xyz. Utilizando o mesmo exemplo do State, se você quer fazer uma enumeração e ficar controlando no teu objeto, faça, se achar melhor cair no mundaréu de leis do State, vá em frente. Tudo se resume a sua intuição. Se alguém disser que pode ser feito de um jeito melhor, sem atrair complexidade e dificuldade de manutenção, mande o cara refatorar o teu código e pronto! Mas, não se assuste em ver gente complicando as coisas sem a mínima necessidade :)

Sim, cada caso é um caso mas acredito que o que deve guiar a escolha técnica não é a intuição e sim a razão, derivada da experiência e estudo das diversas técnicas e práticas, arquiteturais e de design, que foram desenvolvidas pela comunidade de desenvolvedores, acadêmicos, pensadores e práticos por todas estas décadas.

Eu tenho certeza absoluta que você pode me mostrar um monte de coisas super-simples sobre sua área de engines gráficas que eu vou achar mega-complexas sem estudar o motivo pelos quais as coisas são desta ou daquela forma. Por isso que não adianta, plataforma não vence cultura.

Update:

O Vitor colocou um follow-up no blog dele. Como não traz nenhum novo argumento aos pontos aqui levantados além de fazer um bashing sem nenhum argumento concreto em cima de AOP e OO (poxa, até o BileBlog usa alguns argumentos), e cisas estranhas como “eu disse que era impossível porque não faz nenhum sentido gastar tempo e simplicidade implementando esse tipo de coisa”, questionamentos vazios como “por que HQL não implementa todas as funcionalidades da OO?” (Como se Java os implementasse…), tratar um ERP, coração de qualquer empresa, como “coisa menor”, não saber o que é eager fetching e detaching e ainda assim achar os criticar, e, principalmente, este trecho:

Shoes, pergunte para alguém das antigas se ele leu Yourdon e Page-Jones para poder programar. Não leram. Se você for olhar o fonte de alguém das antigas perceberá que tem uma organização. Não é uma OO, mas é tão organizado quanto, e certamente não baixa a produtividade da equipe. Hoje só para programar uma boa OO precisamos ler várias bibliografias, conhecer Design Patterns, e várias outras coisas que você conhece bem. Porquê? Para desenvolver um sistema onde o cara vai cadastrar e ler dados? No máximo um relatório com algumas aglutinações, somas, consultas, limites e etc?

Que me preocupa muito vindo de um estudante de mestrado (além de ser bravata, já que a maioria dos engenheiros de sistems de verdade em algum momento tiveram seu contato com análise struturada/essencial e projeto estruturado).

Eu realmente adoraria ter um debate sadio mas a falta de argumentos e o excesso de factóides, evidências anedotas, falácias e achismos não deixa. Eu realmente tentei mas fico por aqui.

Eu já vi este ponto de vista várias vezes e na grande maioria delas um pouco mais de leitura e experiência ao manter sisteminhas “simples” “de cadastro” que viraram bombas-relógio, vivem mais tempo do que deviam e têm que ser integrados, entendidos, estendidos ou meramente consertados mudaram a perspectiva. Provavelmente é só questão de tempo.

Performance x Pessoas: Compensando Perdas com Infra-Estrutura

Wednesday, May 16th, 2007

Estava conversando com uns amigos e chegamos a uma dúvida bem interessante: por que as empresas acham normal gastar fortunas em infra-estrutura(CPUs, cores, memória, máquinas, RAC, cluster, cache, replicação) e não acham sequer razoável gastar esse investimento para migar para uma plataforma mais eficiente?.

A empresa típica hoje tem na sua linha de frente programadores..uhm… “não-ótimos” para o serviço. Estes programadores geralmente são “adquiridos” por um valor baixo e possuem como característica básica o “trabalho não otimizado” e err… a “rápida depreciação e eventual substituição da mão de obra”.

Ok, sem mais eufemismos porque este blog não se gaba por ser enterprisey: contratam pessoas ruins que ficam pulando de empresa em empresa porque podem pagar pouco (comparado ao preço de um desenvolvedor de verdade) para elas.

E como isso dá certo? Bom, macacos digitando infinitamente não reproduzem a obra de Shakespeare, mas eu garanto que se eles martelarem um teclado por algum tempo eles escrevem boa parte das aplicações Java EE ou .Net criadas hoje em dia. Desenvolvedores ruins sempre existiram mas desde o advento de ferramentas como Visual Basic e Delphi, além de plataformas gerenciadas como Java e .Net se tornou viável contratar um bando deles de largá-los amrtelando teclados sendor egidos por gerentes de pojeto que se gabam de ter sua ‘arte’ surgida na Roma antiga e acabam aplicando práticas de gestão desta época.

Vamos e venhamos: as aplicações criadas na maioria das empresas são estupidamente simples, qualquer zé mané faz. E também na maioria das aplicações basta se comprar um servidor de R$2.000,00 e qualquer aplicação construída por uma menina de 3 anos roda bem que é uma beleza. Claro que a aplicação precisa escalar, ou precisamos ainda já começar pensando grande (pense numa empresa de telecomunicações), se nosso software foi construído por macacos de Shakespeare como podemos fazê-la escalar?

Com hardware.
Máquina. Memória. CPU. Banco de Dados replicado. Particionado. Cache. Quemt em aço e silício dispensa cérebros.

E porque é tão inpensável contratar bons profissionais (que, segundo estudos, podem substituir 10 ou mais code monkeys) e dar a eles uma ferramenta eficaz e eficiente como Ruby/Rails, JRuby/Jython/IronPython/Groovy, PHP, Seaside ou Python?

Por definição uma plataforma de mais alto nível é menos performática mas quase sempre podemos vencer isso na infra-estrutura.

Que tal parar de gastar numa aplicação ruim, que vai dar problema de manutenção frequente, numa plataforma complexa por algo que tem o mesmo custo total, foi feito por 1/10 das pessoas numa plataforma simples?

Update: Faltou a conclusão: por isso que uma empresa de centenas de pessoas e milhares de verdinhas se mata para imitar o que quatro garotos que vivemd e mesada criam nos fins de semana (e não conseguem nem chegar perto!).
Ok, não é por isso, mas é um dos motivos.

Ele Não Aguenta Mais Arroz Com Ovo

Monday, May 7th, 2007

Continuando na nossa série de alertas (não, não era uma série mas acabo de inventar isso) chegamos a um excelente texto sobre o futuro de java x .Net no infoQ. Deste eu destaco:

When .NET was first released in 2000/2001, the Java community considered it a “clone” of Java, both language and standard library. Comparing simple code samples surely support this impression. However, MS profited from many years of experience with Java, and managed to solve some issues that Sun only now realizes as problems. The impression that the .NET and the CLR are evolving faster than Java is not lost on the Java community.

Other examples of this are modularization and versioning, which.NET solved by choosing the assembly, a collection of classes, as the basic deployment unit. Assemblies are equipped with metadata such as version information, unlike Java’s Jar file which lack versioning metadata. This is troublesome for increasingly large applications, which load many libraries. OSGi now provides a solution for this, Sun is busy adding something similar to Java 7.

The Java language keeps on catching up with C#, adding features such as Generics and features such as AutoBoxing, Enumerated types or Annotations. C# now has anonymous expression support, which forms the underpinning of the LINQ technology. LINQ can be thought of a statically typed query language for many different types of data sources, such as XML, relational databases, but also arbitrary object graphs. The Java space, meanwhile, debates language minutiae such as language support for properties and which of four types of anonymous function to include in the language.

The Java space doesn’t really any of the mentioned items, except for the hosting interface, which was added in Java 6, under the name of JSR 223. This is basically just framework to add new language runtimes and initialize and access them in a standardized way.

Jim Hugunin continues with a detailed explanation of how dynamic method dispatch is handled, which makes use of extension methods and other existing CLR systems. The only comparable initiative is JSR 292, which among other things wants to add a new bytecode invokedynamic .This effort was started by Gilad Bracha, who soon after the creation of the JSR, left Sun, and is now not convinced that this project will bring any short term solutions:

Exceto a bizarrice do LINQ, este texto só mostra algo que vem sendo visto diariamente. Provavelmente a JVM e a CLR vão disputar como VMs de linguagens dinâmicas e de DSLs, e tudo mostra uma vantagem técnica para a MSFT. Acordemos.

O Futuro na JAOO

Tuesday, March 20th, 2007

Ótimo painel sobre o futuro da programação no JAOO. Especialmente o comentário do PragDave:

Dave: I’d like to predict that the current stacks of software by 10-15 years are going to be in a much worse legacy and more of a nightmare to maintain. You’re going to have employment forever maintaining this stuff. C++, Java code, C# code, this stuff is very complicated and very brittle with all these class libraries and frameworks. We’re digging ourselves in a really big hole and there will be a lifetime of opportunities for you people to maintain this stuff that you’re creating.

Prepare-se e pense nisso antes de comprar aquela ferramenta mágica ou criar mais um framework que faz a mesma coisa que todos os outros.

Caucho Resin Suporta PHP

Thursday, December 15th, 2005

Por enquanto foi no blog do Cameron Purdy (que não é relacionado com a Caucho AFAIK) mas a coisa parece grande:

Parece que o Caucho Resin, uma solução bem mais famosa para Container Web há alguns anos atrás do que hoje (naquela época que o Tomcat era piada) agora suporta PHP. E seis vezes mais rápido do que o mod_php do Apache.

Claro que não existme dados ainda, mas considerando que a JSR 223 (Scripting for the Java Platform que eu tanto cito aqui, trazendo PHP como implementação de referência) já está quase final, é algo esperado.

Eu acabo de ler um livro sobre PERL 6 e Parrot que apesar de meio velinho me trouxe algumas idéias que devo estar escrevendo aqui em breve. Uma coisa é certa: preparem-se. Já começou.

Update: O Dion fala mais sobre o assunto

The Panacea Programming Language

Wednesday, November 23rd, 2005

Ultimamente o que não faltam são pessoas irritadas com os rumos que Java anda tomando. Desta vez o editor de sites do Eclipse e autor de um livro sobre o tema Ed Brunette fala sobre como está irritado com todas estas mudanças em Java 5 no EclipseZone.

Recebi uma newsletter do JavaLobby com a notícia hoje pela manhã e, claro, já tinha thread no GUJ sobre o tema.

Reescrevendo o que postei na thread, a questão toda na minha opnião é que Java (linguagem) está sendo esticada de todas as maneiras possíveis para atender a todo tipo de problema. Como ainda não surgiu nesta terra nenhuma ferramenta útil para todas as situações, não vai ser isso que vai ajudar.

Além de açúcar sintático quase inútil, Java 5 traz melhorias como metadados (e seu surpreendente manipulador, o APT) que são necessárias para a plataforma Java atingir um novo nível. Estas facilitam e muito o que já vem sendo feito com “gambiarras” em cima de AOP, Proxies, Classloaders, JavaDoc e XML (uma discussão na página de uma palestra recente minha).

Num futuro breve 9menos de 12 meses, creio) teremos pelo menos quatro linguagens para a JVM oficiais: Groovy, BeanShell, PHP e JavaScript. Sendo que PHP é apenas a implementação de referência de uma plataforma de scripts. Além destas, temos Jython e JRuby como linguagens ganhando grande atenção ultimamente e as mais antigas como JSTL, Velocity e Ant.

A tendência é que ao invés de esticar Java para todos os cenários, foquemos nas linguagens certas para o cenário certo. Existem problemas (e muitos!) que Java não resovle bem. Existem casos (e muitos!) que Java é muito complexo.

Ao contrário do que a Microsoft fez na prática, não é apenas uma questãod e manter programadores de aplicação em algumas linguagens (VB.Net) e de ifnra-estrutura ou sistemas maiores em outra (C#), mas ter uma gama de linguagens com finalidades específicas. linguagens dinãmicas, funcionais, procedurais, de domínio… estamos entrando num mundo de muitas linguagens de programação e a plataforma deve seguir a tendência.

Aliás, pausa para pergunta: alguém conhece alguém de .Net que não programe em C#, ASP.Net ou VB.Net?

Futuro de Java EE

Tuesday, November 22nd, 2005

Ainda na onda “o que vem por aí?” Floyd Marinescu fez uma apresentação no Java in Action 2005 sobre o futuro da plataforma. Os handouts de slides você obtêm aqui.

A palestra é bem abrangente, Floyd falou sobre AOP, SOA, AJAX, JSR 170, Harmony… incluindo alguns slides sobre o Brasil como estudo de caso na adoção de Open Source.

Uma das coisas que não pode faltar neste tipo de apresentação hoje em dia são linguagens alternativas e estas são mencionadas em 3 slides. O foco é Groovy mas Marinescu menciona também a JSR 223 (Scripting for the JavaTM Platform, que vai implementar PHP para Java como referência).

Vale uma olhada.