Archive for the ‘thoughtworks’ Category

Rapidinha: Entrevista no InfoQ

Wednesday, October 6th, 2010

Só para avisar que a entrevista que o pessoal da Infoq.com.br gravou durante o Agile Brazil está online.

AgileBrazil 2010

Wednesday, June 30th, 2010

Semana passada estive em Porto Alegre para o AgileBrazil 2010. Logo ao chegar em Porto Alegre, na quarta-feira, fui passar o dia com meus colegas e amigos da ThoughtWorks Brazil.

Numa das atividades que realizamos periodicamente na TW, o Lunch’n’Learn, o Danilo Sato nos contou um pouco sobre como foi a experiência de desenvolver o (excelente) sistema de avaliação de propostas para a conferencia.

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Durante o evento eu fiquei basicamente o tempo todo no stand da ThoughtWorks. Foi muito bom poder conversar com as pessoas e entender como as estão experimentando e trabalhando com métodos ágeis pelo Brasil afora.

A impressão geral é de que existe muita energia em torno das abordagens, mas o mercado ainda patina muito. A diferença maior entre o que vejo no Brasil e por outros lugares do mundo é que no Brasil não existe um numero suficiente de pessoas experientes com estas metodologias para atender à demanda nacional e, devido à carência de pessoas que falam inglês no país, não é fácil trazer pessoas de fora.

Infelizmente isso acaba ajudando a proliferação de charlatões cuja única credencial é um saco de certificações vazias. Muita gente afirmando que possui x mil anos de experiência em projetos ágeis, mas que esquecem de informar à clientela que 90% destas horas são dando treinamentozinhos onde bolinhas de tênis são jogadas por aí e apenas 10%, se isso, entregando sistemas. Bom, tomara que isso seja apenas uma fase.

Sobre apresentações, uma coisa que me deixou chateado no evento foi o fato de que tive duas propostas rejeitadas. O que me irritou foi o fato de que não foram rejeitadas pelo seu conteúdo mas apenas porque:

Infelizmente, pela regra de apenas uma sessão por autor, essa palestra
foi rejeitada.

A sessão que foi aceita não era exatamente uma proposta minha. O Rodrigo Yoshima havia me pedido para fazer uma participação em seu workshop sobre modelagem ágil e meu nome entrou como segundo autor neste.

O workshop em si foi bem legal. A demanda foi absurda, provavelmente mais de 3x o numero de lugares disponíveis. O Rodrigo conduziu sua atividade típica de modelagem e, ao final, eu fiz uma mini-palestra sobre como funciona modelagem ágil na maioria dos projetos na ThoughtWorks.

Mas este foi o meu único probleminha. De resto tudo foi excelente, certamente um dos melhores eventos que existem por aí.

Inovação: Construa e Eles Virão

Tuesday, June 1st, 2010

Inovar é preciso, e você sabe disto. Todos aqueles livros sobre a Cabeça do Pai Rico que Mexeu no Queijo do Segredo da Arte da Guerra foram bem claros: inove ou morra.

Mas como se faz isso em um ambiente corporativo? Sinceramente, não é muito difícil. A coisa mais importante é ter as pessoas ideais. Existem pessoas que trabalham de nove às cinco, e não existe problema nenhum em fazê-lo. Eu, entretanto, prefiro trabalhar com gente apaixonada pelo que faz. Gente apaixonada têm o privilégio de ter como hobby sua própria profissão. Dado este tipo de gente, basta você criar a oportunidade.

A minha experiência neste tipo de cenário começou com o que aprendi com o Antônio Carlos Silveira, que é meu grande mentor em anti-corporativismo. Quando trabalhávamos na Globo.com, a vida era uma eterna disputa entre dançar a dança tentando não cair no corporativismo das requisições de mudança, Jiras e PMAs. Das lições mais importantes que aprendi com o Toninho, uma das que mais ficou pode ser resumida em: você pode ter vestir uniforme de marinheiro mas ainda é um pirata.

E nós tentamos várias coisas, e falhamos miseravelmente em quase todas. Como exemplo, nosso time iniciou um projeto piloto para copiar os (míticos) 20% livre do Google. Sexta-feira a tarde os desenvolvedores eram livres para fazer o que quiser, seus projetos pessoais. Essa foi uma iniciativa capitaneada pelo Danilo Bardusco que, antes de ser promovido à gerente do lojinha fazia parte da finada equipe de Webmedia da Globo.com, certamente o melhor time com que já trabalhei na vida e cuja maioria dos membros são grandes amigos até hoje.

Todas as idéias que surgiram nestes projetos falharam de uma maneira ou de outra. A maioria não foi para frente por motivos técnicos/motivacionais (i.e. fogo-de-palha) e alguns chegaram a ter implementações completas mas não foram pro ar porque o pessoal de negócios não achou a idéia atraente.

Fracasso? Perda de tempo? Muito pelo contrario. O clima na equipe mudou de uma maneira tão brusca que parecia outra empresa. Quando entrei na Globo.com, em 2006, a Webmedia era, basicamente um departamento de uma grande empresa. Entravam requisitos e saia código. Após esta e muitas outras iniciativas como a adoção oficial de métodos ágeis –é bom notar que nós, na Webmedia, nunca fizemos Scrum de fato. E eu me orgulho muito disso.— o clima mudou completamente. A equipe passou a ter um clima muito diferente, bem mais próxima de uma startup do que de uma empresa de três letras. A coisa foi tão bem sucedida que o que você vê de Globo.com é uma tentativa de espalhar esta cultura.

Nos últimos dias eu tenho experimentado uma proposta parecida. Aqui na ThoughtWorks nós temos o eterno problema de tentar conciliar crescimento com qualidade e inovação. Como fazer para estimular pessoas que já trabalham em projetos para clientes para que não percam a motivação?

Algumas mentes tiveram uma ótima idéia: um concurso. Todos os ThoughtWorkers da Austrália são convidados a formar grupos e desenvolver uma aplicação para o iPad. O grupo vencedor leva dois iPads.

Parece algo bobo, mas será? Um iPad em Sydney custa por volta de AUD$1.000.00. Com descontos corporativos e uma série de benefícios fiscais que o governo fornece você consegue comprar o modelo mais caro por uns AUD$700.00. A maioria dos meus colegas ou já comprou um iPad ou está esperando a segunda geração, ninguém está contando com o prêmio em si. Por que as pessoas entrariam na competição?

Porque é divertido. Lembra de como eu falei que as pessoas que eu gosto de trabalhar misturam trabalho e diversão? Pois é. A foto abaixo mostra o Fábio Lessa e o Ben Barnard num domingo em pleno escritório:

O que é necessário para que este tipo de comportamento aconteça? Do mais importante nós já falamos: pessoas interessadas. A segunda coisa é suporte material. No caso do Fábio e do Ben, a empresa oferece algumas coisas que motivam alguém a ir para o escritório no Domingo aprender uma nova tecnologia:

  1. Um computador decente para cada empregado, neste caso um MacBook Pro trocado há cada dois anos
  2. Chave do escritório para todos os consultores, com acesso ilimitado e sem que seja feitas perguntas sobre “o que diabos você estava fazendo aqui?”
  3. Geladeira cheia de guloseimas, refrigerante, suco, cerveja e demais coisas que fazem mal
  4. Uso de cartão corporativo para pagar coisas como contas no Github, livros e downloads de screencasts
  5. Acesso corporativo às ferramentas necessárias (neste caso uma conta corporativa no iPhone Developer Program)

Mas por que a empresa oferece isso? Porque é boazinha e quer que todo mundo seja feliz? Não exatamente. A ThoughtWorks é uma consultoria, nós fazemos questão de nos diferenciarmos de outras empresas do ramo pela nossa qualidade. O concurso do qual estou falando vai ser decidido por uma banca de juízes. Nesta banca estão as pessoas de vendas da empresa.

A idéia não é apenas que um bando de desenvolvedores se junte e gaste alguns domingos bebendo cerveja de graça e esmurrando o teclado; a idéia é que criemos algo útil. Os times são estimulados a tentar focar em um dos nossos atuais clientes, pensar em um produto que possa ser interessante para os problemas que estes possuem.

A realidade Australiana é, certamente, bem diferente da Brasileira mas isso não quer dizer que algo do tipo não seja viável. Substitua iPads por HTML5 e você tem um programa muito parecido e com custo bem baixo, por exemplo.

E, como no caso da Globo.com, ainda que nada saia destes projetinhos seu papel já foi cumprido. Nós queremos que nossos consultores se interessem cada vez mais por tecnologia. Nós queremos que nossos clientes entendam que somos especialistas em tecnologia.

Nós queremos inovar. Sempre.

Última Parada no Brasil: Vejo Vocês no Rio!

Thursday, January 28th, 2010

Tem um tempinho que comentei sobre os eventos de recrutamento da ThoughtWorks Brasil (não tem porque fingir que não e chamar os eventos de outra coisa, este é o objetivo! Uma surpresa boa é que a Suzi, de quem falei no último post, me pediu para ajudá-la com o evento do Rio, que será realizado no próximo Sábado, dia 30:

Host: ThoughtWorks Brazil
Date: Saturday, 30 January 2010
Time: 09:00 - 13:00
Location: Mercure Botafogo, Sala Petrópolis, Rua Sorocaba, 305- Botafogo
Description
ThoughtWorks is hiring in Porto Alegre. We recognise that not everyone’s lucky enough to live there yet, so we’re giving people in Rio the opportunity to find out more about us and to take our assessments :-)

Please note that we do not currently have plans to open an office in Rio. Please only come to this event if you are serious about relocating to Porto Alegre in the next couple of months. I will beat you with twigs if you come along and don’t want to relocate.

ThoughtWorks’ hiring process includes some assessment tests. Many ThoughtWorkers consider them fun, although they are challenging. We’re running some sessions for you to take them and to give you a chance to find out more about ThoughtWorks.

We are currently hiring Java developers and testers with automation experience. To be considered for a developer role, you’ll need to convince us that you’re already a pretty good Java/Ruby/C# developer who’s passionate about software development, team work and Agile development. Testers can come from a variety of backgrounds, but you’re going to be open-minded about a whole new way of testing.

While we usually start our hiring process with a telephone interview, we’re mixing it up a bit and giving people the opportunity to take our assessments first. The next stage, for developers, is to write some code and testers will do a telephone interview.

If you haven’t already, please send your CV to work@thoughtworks.com and questions to suzi@thoughtworks.com, or post on here. You only need to attend one event, and numbers are limited to 25 people per session. It would be great if we know in advance that you are coming. So, if you plan to attend, either accept on here or email me.

Mais detalhes na página do Facebook do evento. Você deve ir na página e dizer que vai para prepararmos o evento, qualquer dúvida me mande um email.

Infelizmente eu não vou ter muito mais que algumas horas para ficar no Rio, mas vai ser uma ótima oportunidade para conhecer e bater um papo com as pessoas que têm interesse em trabalhar para a ThoughtWorks. Não perca esta oportunidade!

Domain-Driven Bolovo, Passando Conhecimento e etc.

Monday, January 18th, 2010

Segue uma seqüência aleatória quase coesa de pensamentos que me vieram a cabeça enquanto esperava meu vôo para Salvador.

Paulo Silveira surgiu com o termo BOLOVO, usado para indicar uma arquitetura baseada em VOs e BOs, enquanto preparávamos os slides para nossa apresentação em conjunto no JustJava em 2007.

O artigo original sobre BOs e VOs fala basicamente sobre como a arquitetura proposta por EJBs na especificação antiga (2.x) prejudicou o entendimento da comunidade em geral sobre como criar a aquitetura de uma aplicação.

Três anos se passaram mas o artigo ainda recebe um numero de acessos razoável –e eu vivo prometendo que vou atualizá-lo. A última vez que tive que escrever um EJB 2.x foi em 2007, desde então –talvez por sorte- nunca mais entrei em um projeto que usasse estas aberrações. Muitos programadores de hoje em dia começaram suas carreiras na época que EJB já estava morrendo e nunca tiveram o desprazer de lidar com esta porcaria. É de se esperar que estas pessoas, tendo estado sempre cercado por IoC, DDD e técnicas bem razoáveis, iria olhar para um artigo como o que escrevi da mesma forma que eu olho para um livro de linguagem de máquina para Apple II –interessante no contexto histórico mas quase que apenas uma curiosidade.

Vira e mexe, entretanto, eu sou lembrado do porque o artigo ainda recebe tantas visitas todo dia. Os programadores mais novos podem não ter sido influenciados pelos problemas dos EJBs mas ele ainda foram ensinados à programar de uma só maneira: código procedural.

Quando estava preparando a primeira iteração do workshop de Domain-Driven Design que faço em parceria com a Caelum eu escrevi um texto para explicitar meu raciocínio sobre como Domain-Driven Design se difere de Orientação a Objetos. No workshop em si eu dediquei boa parte da manhã falando sobre este tema.

E por quê? Porque da mesma maneira que as pessoas utilizavam os conceitos de EJB completamente fora de contexto o mesmo está acontecendo com Domain-Driven Design. É bem comum, em uma conferencia ou algo do tipo, alguém vir conversar comigo sobre como a empresa dele está eliminando todos os BOs e VOs. No meio da conversa a pessoa começa a me explicar a arquitetura e eu vejo que praticamente o que eles fizeram foi renomear UsuarioBO para UsuarioService e UsuarioVO para Usuario. Repositórios, então… estes são tão mal utilizados que deram origem à vários textos aqui:

Independente do uso de DDD e seus padrões ou não eu realmente esperaria que, em 2010, as pessoas já houvessem entendido como objetos deveriam ser criados. A quantidade de material disponível gratuitamente na Internet e em múltiplos idiomas é ridiculamente grande.

Me levou muito tempo para entender que não importa a quantidade de material disponível. Em minha experiência, a maneira mais eficiente de introduzir estes conceitos é programação em par. Quando um cliente me chama para introduzir estes conceitos em seu time eu sempre tenho que tentar explicar porque isso não pode ser apenas um treinamento. Ë difícil de entender porque eu posso treinar alguém em algo complexo como uma linguagem de programação mas não em uma técnica com mais de 40 anos que exige como pré-requisito nada mais que conceitos lógicos básicos. Eu, pessoalmente, não faço a menor idéia do porque as coisas são assim, só sei que o são.

Normalmente eu começo o trabalho com uma apresentação rápida, apenas para tentar fazer as pessoas entenderem o que diabos eu vou tentar fazer. Um exemplo de uma destas apresentações:

E logo depois começamos a parear. O ideal é termos pelo menos 1 coach para cada dois pares, mas nem sempre este número é viável. Quando a quantidade de pessoas exceed muito a quantidade de coachs a melhor solução parece ser pareamento promíscuo, mudando os pares em intervalos bem curtos de tempo.

Nestes últimos anos eu tive diversas oportunidades de reencontrar clientes e parceiros depois da conclusão do projeto ou treinamento. Na minha experiência os times que tiveram apenas treinamento retêm apenas uma ou outra coisa do todo, eles entendem o todo mas não conseguem aplicar na prática –e aí mora o perigo do Domain-Driven BOLOVO. Os times onde utilizei coaching como meio de transmissão de conhecimento tendem a ser o contrario: eles usam as técnicas no dia-a-dia mas não entendem o todo. Ao não entender o todo eles não conseguem evoluir alem do que o que lhes foi passado durante aquele período.

É de se esperar que o primeiro grupo seja mais valioso para um empregador. Na prática, entretanto, não parece ser o caso. Um treinamento, um livro, etc. podem curar a deficiência do segundo grupo e tendem a ser bem mais baratos e eficientes que gastar dinheiro com um consultor que cobra por hora. O grande benefício que o consultor vai te trazer é que ele sabe –ou deveria- como utilizar aqueles conceitos na prática. O melhor uso do consultor neste caso é trabalhar com o time no dia-a-dia e realizar pequenas sessões de treinamento –no meu caso geralmente isso significa 20 minutos por semana- conforme necessário.

ThoughtWorks Brasil: Pronto para Mudar?

Thursday, January 14th, 2010

Estava eu nas minhas férias na bucólica Hamilton island quando recebi um pedido vindo direto da ThoughtWorks Brasil: um cliente precisava de mim por quinze dias. Assim que retornei da ilha passei em casa, desarrumei as malas, as arrumei novamente com menos roupas de banho e embarquei para minha terceira cidade favorita no Brasil, Salvador -primeira e segunda são Niterói e Rio, claro. É de cá que vos escrevo.

Quando começamos a pensar em montar um escritório da ThoughtWorks no Brasil nós sabíamos que este tipo de coisa ia acontecer. Não só é muito difícil achar bons candidatos para entrar no nosso time local – e se você tem que recrutar pessoas sabe que isto é um problema bem comum – mas também, mesmo se preenchermos todas as nossas vagas em um só dia estes novos ThoughtWorkers ainda precisam de algum tempo de casa para trabalhar em posições mais delicadas, como fazendo coaching, que é o caso.

Mas… e você com isso? Pois é aí que você entra!

Ainda estamos recrutando. A Suzi Edwards – que foi quem fez meu processo de seleção e contratação quando morava na Austrália – vem organizando diversos eventos de recrutamento por todo o pais. Por que tantos eventos? Porque não é fácil achar bons candidatos, vocês se escondem muito bem. Além disso, a última coisa que nós queremos é perder a chance de contratar um bom candidato só porque ela ou ele não pode ir à Porto Alegre fazer suas entrevistas.

O próximo grande evento será em São Paulo dia 23 de Janeiro. Você precisa se informar que vai (RSVP) na página do evento no Facebook para participar – a Suzi precisa ter uma idéia de quanta gente esperar.

A parte mais importante, entretanto, é que o recrutamento é focado em pessoas de São Paulo (assim como outros lugares do pais terão sua vez) mas a vaga é para Porto Alegre. Colando do Facebook:

ThoughtWorks is hiring in Porto Alegre. We recognise that not everyone’s lucky enough to live there yet, so we’re giving people in Sao Paulo the opportunity to find out more about us and to take our assessments :-)

Please note that we do not currently have plans to open an office in Sao Paulo. Please only come to this event if you are serious about relocating to Porto Alegre in the next couple of months. I will beat you with twigs if you come along and don’t want to relocate.

ThoughtWorks’ hiring process includes some assessment tests. Many ThoughtWorkers consider them fun, although they are challenging. We’re running some sessions for you to take them and to give you a chance to find out more about ThoughtWorks.

We are currently hiring Java developers and testers with automation experience. To be considered for a developer role, you’ll need to convince us that you’re already a pretty good Java/Ruby/C# developer who’s passionate about software development, team work and Agile development. Testers can come from a variety of backgrounds, but you’re going to be open-minded about a whole new way of testing.

While we usually start our hiring process with a telephone interview, we’re mixing it up a bit and giving people the opportunity to take our assessments first. The next stage, for developers, is to write some code and testers will do a telephone interview.

If you haven’t already, please send your CV to workthoughtworks.com and questions to suzithoughtworks.com, or post on here. You only need to attend one event,and numbers are limited to 25 people per session. Iit would be great if we know in advance that you are coming. So, if you plan to attend, either accept on here or email me.

To pre-empt some questions:
I am not available at those times. Can I still meet you?
We’re running three sessions and these will keep us busy, so we’re unable to accommodate requests for meetings outside of these times.
I’m away this weekend. When will you be back?
Not sure, but don’t stress. We’ll be back soon.
If I do not live in Sao Paulo, should I fly to this event?
Nope. We’re getting organised on coming to other cities. We don’t suggest people spend money on flying to cities for assessments.
When are you coming to Rio?
Very soon :-)
I am looking to be a Project Manager. Can I come along?
Not recommended. We are not hiring Project Managers at the moment.
Can I tell my friends and pass this along?
Of course!

Our assessments take about three hours and we will be running three sessions this weekend.

Mudar de cidade pode ser algo muito brusco, mesmo que seja para uma cidade próxima. O que é preciso entender, no entanto, é que o único modo de não cair no mesmo lugar é mudar o caminho tomado. E muitas vezes na vida precisamos fazer esta mudança bruscamente.

Te vejo no Away Day.

Sem Surpresas no Showcase!

Thursday, December 3rd, 2009

Existem muitas coisas que só se aprender na prática, depois de apanhar muito. Uma das coisas que eu –creio que- aprendi desta forma é como lidar com um showcase (ou Sprint Review, se você insiste).

Um showcase acontece geralmente no último dia de uma iteração. Ele serve para que o time apresente aos interessados –usuários, patrocinadores, pessoas não diretamente envolvidas no projeto, etc.- o que foi feito nesta iteração.

Eu costuma lidar como showcases como o momento onde o time e o usuário interagiam, onde o usuário via o produto final como um todo, dava feedback para o time e aprovava ou rejeitava histórias.

Péssima idéia. Todos os pontos acima são extremamente importantes mas eles não devem acontecer durante o showcase e sim durante toda a iteração.

O maior problema ao utilizar o showcase como único/principal ponto de interação é que você acaba tendo um big-bang feedback. Ao invés de colher feedback iterativamente no decorrer do período, de uma maneira que o time possa agir para consertar possíveis problemas, você recebe feedback em lote sobre tudo que foi feito naquela iteração de uma só vez. Não só isso pode significar excesso de informação bem como certamente vai frustrar o time e, principalmente, o usuário já que quando o feedback chega já é o fim da iteração e tarde demais para agir. Fica para a próxima.

E um problema parecido é o planejamento em big-bang, coisa que muita gente faz no seu Iteration Planning Meeting (IPM, ou Sprint Planning I & II se você realmente vai continuar insistindo). Em muitas equipes que conheço este é basicamente o único momento onde se planeja e prioriza uma iteração.

Combinando os dois problemas você tem um cenário extremamente frustrante: o usuário faz um grande planejamento, sai por duas semanas e volta para ver se seu plano foi cumprido. Se o time não conseguiu fazer tudo que ali estava definido o usuário fica frustrado e começa a desconfiar de tudo e de todos. Este tipo de situação é péssimo para qualquer tipo de empresa mas para nós, consultores, ele é simplesmente inaceitável.

O que eu aprendi com os mais experientes gerentes de projetos que já trabalhei é que em um showcase não podem haver surpresas. O cliente deve dar feedback sobre cada história e acontecimento individualmente, e durante a iteração. Na minha palestra no Rio mês passado eu falei brevemente sobre o “modelo do sanduíche”, melhor explicado aqui. Esta é a melhor maneira que eu conheço para ter certeza de que não haverão surpresas durante o desenvolvimento: para cada história -individualmente!- o usuário planeja junto com o time o que vai ser feito e depois verifica e aprova ou rejeita o resultado.

É claro que isto funciona melhor quando o cliente está presente o tempo todo, mas isto não é estritamente necessário. Se você possui um cliente fisicamente distante pode procurar outras maneiras de receber feedback frequente, coisas simples como fazer deploy constante para um servidor e mandar um email para o usuário pedindo para ele testar uma nova história neste ambiente. Só tenha certeza que seu usuário viu, aprovou e está ciente dos possíveis problemas e eventuais workarounds antes do showcase. É melhor isso do que criar um banho de sangue quinzenal.

Um showcase deve ter foco em mostrar para todas as partes interessadas o progresso feito, nunca em aprovar ou rejeitar histórias. Re-lembre a todos de onde viemos, onde estamos e para onde vamos. É claro que num projeto sadio sempre vai haver feedback vindo de múltiplas partes durante esta sessão, e isto é bom, mas um showcase não deve ter foco em receber feedback mas sim mostrar a evolução do projeto.

Existe todo um movimento de pessoas que prega que iterações são ruins. Um dos argumentos utilizados por esta escola de pensamento é exatamente de que o feedback em uma iteração tende a ficar apenas nos intervalos, não sendo frequente o suficiente. As pessoas vão para um modelo sem iterações e dizem que estão “livres da cerimônia” e que agora feedback e valor fluem o tempo todo. Bom, talvez o problema não seja com iterações em si mas sim na maneira como você as modela…

Projeto Brazil 2009 - Preenchendo Lacunas

Wednesday, July 22nd, 2009

Bom, com a passagem na mão e devidamente autorizado pelas autoridades competentes eu posso publicar aqui que este ano, mais uma vez, eu vou passar alguns dias no Brasil em uma clássica e manjada parceria com a Caelum.

O plano original é emendar tudo com o lançamento do livro -que eu, relapso que só, ainda não mencionei neste blog- mas este plano pode mudar. De qualquer maneira o esquema básico é o mesmo do ano passado: uma conferência e alguns workshops. Ainda não posso falar sobre nenhum deles porque nada foi decidido mas assim que eu tiver definições eu posto aqui.

Mas meu objetivo com este post é me colocar à disposição. A viagem deste ano é totalmente a trabalho -tirando alguns dias para a família e os amigos, claro- e eu pretendo visitar o maior número de grupos de usuários, empresas e comunidades de desenvolvimento de software que eu conseguir. Faz dois anos que estou na Austrália e apesar de meu contato diário com a comunidade brasileira uma coisa é falar de longe e outra é ver de perto.

Eu tenho algumas visitas já marcadas e, infelizmente, não muito tempo disponível então vou ter que priorizar as coisas. A minha idéia original é chegar no grupo de usuários/empresa/etc., fazer uma apresentação de uns 30 minutos e depois passar algum tempo pareando com as pessoas e atualizando minhas percepções sobre o mercado brasileiro em geral. Eu chego dia 31/10 e volto dia 15/11, estarei, a princípio, no Rio durante toda a viagem mas topo viagems próximas.

Topa? Me manda um email. Não sabe meu email? Se vira.

Refletindo sobre Tendências

Friday, July 10th, 2009

Recentemente muita gente tem me procurado nos instant messengers da vida para perguntar sobre tendências. Existe uma idéia no Brasil de que quem está de for a “traz as novidades”. Isso podia ser verdade antes da Internet mas agora as coisas se espalham com tanta velocidade que em muitos aspectos o Brasil está muito na frente da Austrália.

Mas existe o outro lado que é o trabalho na ThoughtWorks. Os projetos que nós enfrentamos geralmente começam da mesma maneira que os que qualquer consultoria, de três letrinhas ou três pessoas, enfrenta. O diferencial que faz ser um lugar interessante para se trabalhar é o que acontece durante o projeto.

O que segue neste post é uma amarrado de impressões pessoais sobre os últimos doze meses, tanto sobre a Austrália quanto o que sei de outros escritórios. Se ele não for coeso ou fácil de ler eu peço desculpas mas encare como um braindump.

Os projetos para bancos e empresas do mercado financeiro em geral continuam bem parecidos. Em 2007 houve uma euforia em torno da bolha econômica e muitos projetos megalomaníacos –e, por conseqüência, extremamente interessantes do ponto de vista técnico- apareceram mas a crise os tirou do baralho nos tempos recentes. Os bancos estão gastando menos e buscando fazer mais dinheiro reutilizando a estrutura existente. A maioria dos projetos que eu tenho conhecimento dentro de bancos é para estender uma determinada oferta para novos clientes ou é para migrar de uma plataforma legada para algo menos dispendioso.

O interessante sobre o “legado dispendioso”, dentro e fora de bancos, é que muitas vezes ele se trata de coisinhas como WebSphere, Aqualogic, Biztalk, Tibco e produtos parecidos. Apos gastar rios de dinheiro implantando estes e não ver nenhum centavo de retorno real muitos dos grandes estão migrando para plataformas mais eficientes, quase sempre baseadas em software livre. Hoje em dia são comuns projetos de migração de Websphere para Jetty ou de BizTalk para serviços RESTful usando IIS, JSON e ASP.Net MVC, por exemplo.

Na parte de aplicações para Internet, onde geralmente eu me envolvo mais, as coisas também têm mudado bastante. Basicamente os projetos têm se dividido em startups e legado. As startups aparecem com um problema e algum montante de dinheiro. A plataforma mais utilizada para atender estes cenários é Ruby on Rails, geralmente fazendo deployment em algum serviço de Cloud Computing.

Cloud Computing é um tópico extremamente relevante tanto para ThoughtWorks quanto nos nossos clientes. Uma das coisas interessantes que fizemos no início do ano foi trabalhar junto com o Google no lançamento da AppEngine em Java (e outras linguagens).

As empresas com legado de Internet são sempre interessantes. Geralmente elas são algum grande prestador de serviço na área de mídia e possuem um ou mais websites antigos que têm aquela arquitetura manjada de rodar em um Weblogic ou Tomcat com um Apache de front-end. O problema é que hoje em dia o numero de usuários é muito superior e a velocidade com que funcionalidades têm que ser adicionadas e alteradas é muito maior. Após entender que os Googles e Facebooks da vida não usam Java EE e não pagam licença para a IBM as empresas estão desesperadas para atingir o mesmo nível de eficiência.

O que temos feito nesta área é utilizar a já citada Cloud Computing para realizar tarefas que não precisam ser executadas dentro do firewall (de crawling até rodar teste de carga), refatorar aplicações grandes para atingir escalabilidade horizontal e simplificar processos de deployment e gerenciamento de recursos.

Na área mais de programação em si as coisas não têm sido lá muito excitantes. As plataformas em específico não têm nenhuma novidade marcante mas a programação poliglota é uma realidade. Até hoje todos os projetos que tive alguma participação dentro da ThoughtWorks utilizavam mais de uma linguagem de programação (já descontando Bash e JavaScript).

Uma surpresa agradável foi a que tive no meu projeto atual, em que voltei a programar em .Net após 3 anos afastado. A maioria das coisas que eu realmente não gostava sobre C# e seu ecossistema foram removidos (exceto Windows e Visual Studio, duas peças que eu considero de qualidade inferior). A Microsoft continua enfiando frameworks e ferramentas terríveis pela guela dos seus clientes (MSBuild? TFS? WCF? WTF?!?) mas no geral as coisas estão bem melhores.

Em termos de livros sobre programação eu tenho me focado quase que exclusivamente nos conceitos presentes em linguagens e paradigmas de programação. Esta é a lista de livros relacionados que eu li desde que cheguei aqui:



Esta é a fila dos que faltam:


(fora os que ainda estão no meu carrinho de compras na Amazon. Livro na Austrália é ridiculamente caro)

Na parte de gerenciamento de projetos e metodologias as coisas estão engraçadas. Tem horas que a euforia anima, tem hora que dá náusea. Eu acho que o Bellware resumiu muito bem:

early agile adopters were looking for a way to do things better. later adopters are just trying to do agile, thus the failures

Eu vim para a ThoughtWorks para ver como é que quem introduz métodos ágeis há anos trabalha. Nos últimos meses eu trabalhei com pessoas que fazem isto há mais de dez anos e em empresas que adotaram agile antes de eu saber que ele existia. O que eu aprendi neste período inicial é exatamente o descrito acima: quando seu objetivo é ser ágil você falha, quando seu objetivo é sempre melhorar você tem chances de sucesso.

Todos os projetos que participei foram bem sucedidos? Depende de para quem você pergunta. Mesmo os clientes mais difíceis que tive acabaram ficando satisfeitos no final mas muitos projetos que participei (e o número de projetos é bem maior que o número de clientes) foram executados de uma maneira que o time não ficou satisfeito. Eu acho que neste caso é perspectiva. Como a maioria dos projetos são um fracasso colossal basta ter algum nível de sucesso que o projeto vira referência. O time, em compensação, tem um critério de sucesso muito mais alto e não considera o projeto como bem-sucedido.

É claro que no fim das contas o que vale mais é a opinião do cliente –tanto porque o problema dele foi solucionado bem como porque é ele quem paga a conta no final- mas eu já vi diversos problemas decorrentes deste tipo de coisa. De builds que começaram em 10 minutos e terminaram em duas horas de duração até um time que perde 50% do seu tempo corrigindo defeitos por falta de uma suíte de testes decente. Os problemas podem não ser grandes para aquele projeto em específico mas não prestar atenção há eles é mortal em médio prazo.

Minha conclusão é que a indústria está num estado melhor do que há alguns anos atrás. Tecnicamente estamos entrando em uma espécie de renascimento e isso promete render muito material para posts aqui. Em termos de gerencia de projetos e processos as pessoas estão finalmente se convencendo que tudo tem limite, até ineficiência.

Mingle Day - Rio e São Paulo

Tuesday, June 23rd, 2009

Como este blog já anunciou este ano será cheio de eventos da ThoughtWorks no Brasil.

Uma coisa a se notar sobre a ThoughtWorks é que somos uma empresa de consultoria mas com uma divisão de produtos. Como a eventual vinda da ThoughtWorks para o Brasil significa a vinda das duas partes é bom que também apresentemos ao mercado brasileiro os softwares que produzimos.

O software mais popular da suite é o Mingle, um sistema de gerenciamento de projetos com muitas características interessantes. Ele foi construído baseado na experiência da empresa prestando consultoria, entende bem que cada processo é diferente e que modelos engessados não funcionam bem. Também possui uma interface rica que aliada com alguns recursos de hardware se torna uma ferramenta extremamente útil quando um Kanban eletrônico é necessário. Por fim é provavelmente o mais famoso caso de uso do JRuby on Rails -o Mingle usa componentes escritos em Java aliados aos recursos do Rails.

Se você quer conhecer mais sobre o produto tem duas oportunidades. Abaixo os convites.

Rio de Janeiro

Hi,

ThoughtWorks is sponsoring Agile Brazil 2009, the first major conference on Agile methodologies to be held in Rio de Janeiro, Brazil. In this extensive, one-day event, various practitioners and speakers will conduct sessions on a range of well-known Agile methodologies and practices such as Lean, Scrum, XP, User Stories, Continuous Integration, Release management and Test Driven Development.

Date and Venue:
June 27, 2009, 8:30am - 6:00pm.
Salao A (Padre Anchieta hall)
PUC-Rio, Gavea, Rio de Janeiro, Brazil.
Registration Information
Registration: R$ 200,00.
Register for Agile Brazil 2009

Mingle User Group Meeting in Rio de Janeiro

We have organized a free follow-on event for agile enthusiasts. We invite you to the Rio Mingle User Group (MUG) Meeting, an exclusive meet for Mingle users in Brazil, to discuss and share their experience with Mingle. Adam Monago, our product expert along with other Agile experts will take you through Mingle and its features and provide you tips and tricks on how to better use Mingle for project management and collaboration. After the talk you can interact with the attendees over food and drinks.

Date: 1- July-2009
Time: 17:30 - 19:00
Venue: PUC-Rio, Rua Marques de Sao Vicente 225 - Predio Padre Leonel Franca - 13 andar - Gavea, Rio de Janeiro, Brazil

To confirm your participation for the Mingle User Group, simply reply to this email: Studios-Brazil@thoughtworks.com?

Regards,
ThoughtWorks Studios
Studios-Brazil@thoughtworks.com

São Paulo

A Aspercom e a ThoughtWorks convidam você para o Encontro Agile / Mingle User Group Meeting. Este será um evento gratuito em São Paulo com mini-palestras, discussões e muito bate-papo.

Data: 30 de junho de 2009 às 19:00hs / Local: Av. Paulista

Facilitadores:
Paulo Caroli, Adam Monago (ThoughtWorks)
Rodrigo Yoshima, José Paulo Papo

Mingle User Group Meeting

O encontro do Mingle User Group (MUG) do Brasil é uma oportunidade para conhecer, discutir e compartilhar experiências com o Mingle. Adam Monago, um especialista no produto juntamente com outros Agilistas experientes, demonstrarão o Mingle provendo dicas e truques em como usar o produto para gerenciamento de projetos e colaboração.

Local, agenda, inscrições e outras informações acesse: http://blog.aspercom.com.br/2009/06/22/evento-agile-mingle/

Rodrigo Yoshima
ASPERCOM

Paulo Caroli
ThoughtWorks